<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049</id><updated>2011-10-15T22:33:51.674+01:00</updated><title type='text'>Contonto</title><subtitle type='html'>Porque às vezes é melhor um conto tonto que conto nenhum... ou talvez não, mas apetece-me.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-495144746272244828</id><published>2007-03-28T21:57:00.000+01:00</published><updated>2007-03-28T21:58:46.313+01:00</updated><title type='text'>A verdadeira história de sherlock holmes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ainda sob a infeliz personalidade de joão ratão, o joão ratão foi ao médico para fazer uma lavagem ao estômago. o médico lavou-lhe o estômago e perguntou "caro amigo, como é que isto aconteceu?" e o joão ratão contou-lhe tudo aquilo que já sabemos. O médico ficou muitíssimo impressionado e perguntou O que é que vai fazer a partir de agora para escapar às garras da malvada carochinha? elementar meu caro watson, disse o joão ratão ao dr. watson, vou-me transformar em sherlock holmes. E assim foi: mal o joão ratão comprou um violino, um boné, uma lupa e um cachimbo, plim! transformou-se logo em sherlock holmes. Depois disso foi de novo ao consultório do dr. watson e convidou: caro amigo quer vir morar comigo para assistir e relatar os meus extraordinários casos? O dr. watson ficou muito contente e disse que sim. Já iam a sair do consultório quando o sherlock holmes reparou na pena que estava no tinteiro em cima da secretária do dr. watson. Pegou na pena, olhou com atenção, cheirou-a e disse: hum! uma pena perfumada. Pediu licença ao dr. watson, pôs a pena no bolso e foram os três para casa de sherlock holmes. Nesse dia sherlock holmes ficou de muito mau humor e adormeceu no sofá a meditar e a fumar o seu cachimbo de ópio, por isso o dr watson também foi cedo para a cama. No dia seguinte de manhã, mal sherlock holmes acordou foi logo chamar o dr. watson e disse "caro amigo temos que nos despachar e ir já já a casa da avozinha". O dr. watson ainda perguntou mas porquê? mas o sherlock holmes não lhe disse, e lá foram. Andaram, andaram, e quase ao cair da tarde chegaram a casa da avozinha. Viram logo que havia festa e ficaram muito contentes. O Sherlock holmes entrou a correr no salão de baile e dirigiu-se de imediato a uma linda senhora que estava sentada ao fundo do salão. Era uma senhora realmente muito bonita e muito elegante no seu longo vestido pied-de-coq a fazer conjunto com um belo chapéu de penas douradas. Sherlock holmes, sentando-se ao lado dela disse: Finalmente encontrei-te, galinha dos ovos de ouro!... ou devo chamar-te cinderela? Toda a gente ficou muito estupefacta, e o dr. watson não parava de perguntar: como é que a descobriu?, como é que a descobriu?, como é que a descobriu?, etc?, etc?, etc?, por isso o sherlock holmes disse: elementar meu caro watson, e passou a explicar o seu brilhante raciocínio baseado em indícios e factos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(o verdadeiro raciocínio de sherlock holmes)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(153, 51, 153);"&gt; &lt;/div&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:Trebuchet MS, sans-serif;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Primeiro havia a pena perfumada. Comecei por pensar: pena, galinha, galinha, galo, galo, pied-de-coq. Depois fui mais longe e pensei: pena perfumada, chapéu de penas, chapéu de penas, mulher, mulher de chapéu, rica, rica, festa, festa, casa da avozinha. Pronto, vi logo que tínhamos de vir a casa da avozinha procurar uma senhora vestida com um fato pied-de-coq e um chapéu de penas. E depois fui ainda mais longe e concluí que ela agora tinha que se chamar cinderela. Porquê? Pensem comigo: a galinha transformou-se ou não se transformou? Sim. E transformou-se de quê em quê? transformou-se de reles galinha numa elegante senhora. Pois bem, se tomarmos em conta apenas os elementos essessenciais, com o que é que ficamos? Ficamos com "Sim...de reles...". Mas "sim...de reles" seria um nome muito muito feio e nada feminino, donde a galinha procedeu a uma aglomeração, não, a uma condensação, não, a uma... bem, a uma daquelas coisas que faz evoluir uma língua, e daí resultou um nome bonito e elegante: Cinderela. E agora passo-lhe a palavra e ela que nos conte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-495144746272244828?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/495144746272244828/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=495144746272244828' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/495144746272244828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/495144746272244828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2007/03/verdadeira-histria-de-sherlock-holmes.html' title='A verdadeira história de sherlock holmes'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-6990748958977002369</id><published>2007-03-09T17:28:00.000Z</published><updated>2007-03-09T17:36:20.255Z</updated><title type='text'>A verdadeira história de joão e o pé de feijão - continuação sem aliteração em aõ</title><content type='html'>&lt;p  style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(102, 51, 102);font-family:trebuchet ms;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na quinta feira seguinte, depois de ter vendido 32 colares de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;conchinhas&lt;/span&gt;, o joão ratão foi ao jardim e o que é que viu? O joão ratão viu uma planta muito estranha com umas folhas muito estranhas e uns saquinhos muito estranhos também. Olha que planta tão estranha, disse o joão ratão, nunca vi nada assim. E abriu um dos saquinhos que havia na planta e disse olha mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;pedrinhas&lt;/span&gt; como a que me deu o príncipe com orelhas de burro. Depois abriu outro saquinho e disse olha umas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;tirinhas&lt;/span&gt; verdes tão bonitas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tenrinhas&lt;/span&gt; e pôs-se a magicar que planta será esta que ninguém conhece? mas como era esperto descobriu logo a solução: já sei! vou chamar a esta planta pé de feijão, a estas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;pedrinhas&lt;/span&gt; vou chamar feijões e a estas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;tirinhas&lt;/span&gt; tão tenras vou chamar feijão verde. Foi assim que nasceu o pé de feijão, o feijão e o feijão verde, porque até aí ninguém se tinha lembrado de enterrar uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;pedrinha&lt;/span&gt; para ver o que é que acontecia e por isso não havia feijões. Bem, a partir daqui já sabem: o joão ratão começou a vender feijões e viu que tinham muito mais saída que os colares e ficou muito rico num instante. depois tirou um curso de detectives e transformou-se num detective particular, embora não tão tecnicamente avançado como &lt;a href="http://www.detectivemariocosta.com/"&gt;este&lt;/a&gt;. Mais tarde tornou a encontrar o príncipe com orelhas de burro que lhe pediu para procurar a galinha dos ovos de ouro. O joão ratão aceitou o trabalho e foi assim que veio a conhecer a carochinha e a casar com ela. Um dia saiu para seguir umas pistas  da galinha e quando chegou a casa a carochinha preparou-lhe um belo jantar. Era frango com batatas fritas e feijão verde. No fim do jantar o joão ratão começou a arrotar muito e, como estava habituado a fazer bons raciocínios dedutivos percebeu logo que a carochinha o tinha tentado envenenar porque queria casar com o príncipe com orelhas de burro. Então o joão ratão fugiu de casa e transformou-se definitivamente naquilo que queria ser, donde passamos agora :&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-6990748958977002369?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/6990748958977002369/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=6990748958977002369' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/6990748958977002369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/6990748958977002369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2007/03/verdadeira-histria-de-joo-e-o-p-de.html' title='A verdadeira história de joão e o pé de feijão - continuação sem aliteração em aõ'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-7638149654167406379</id><published>2007-03-02T14:24:00.000Z</published><updated>2007-03-02T14:30:07.236Z</updated><title type='text'>Ena pá tantas verdadeiras histórias!</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;A verdadeira história de joão e o pé de feijão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(204, 51, 204);" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Era uma vez um lindo menino chamado joão ratão que vivia com seus pais num chalezinho à beira mar. Um dia, andava o menino a apanhar conchinhas quando apareceu um lindo lindo senhor que lhe disse: olá lindo menino, como é que te chamas? E o joão ratão disse chamo-me joão ratão e tu lindo lindo senhor? E o lindo lindo senhor disse eu chamo-me príncipe com orelhas de burro. Oh que nome tão engraçado disse o joão ratão. O meu pai também era príncipe mas depois a bruxa má transformou-o num pequeno dedo e agora somos muito muito pobrezinhos, e por isso tenho que apanhar estas conchinhas para fazer colares para vender na feira das quintas. O príncipe com orelhas de burro ficou muito triste com a sorte do joão ratão e por isso perguntou-lhe: e o que é que queres ser quando fores grande? o joão ratão nem pensou e disse logo quando for grande quero ser sherlock holmes. E o que é isso? perguntou o príncipe com orelhas de burro. Não sei bem disse o joão ratão mas deve ser muito bom. O príncipe com orelhas de burro também continuou sem saber, mas mesmo assim tirou uma pedrinha do bolso e disse ao joão ratão: toma lá esta pedrinha que é para te lembrares de mim e do teu sonho. Depois foi-se embora e o joão ratão voltou para o chalezinho, muito carregado com tantas conchinhas e com a pedrinha.  Para se aliviar do peso,  o pequeno joão ratão teve uma bela ideia e enterrou a pedrinha num cantinho do jardim. A parte a seguir é muito chata e só continua numa quinta feira que não é hoje, por isso é melhor passar contar a verdadeira história do pequeno polegar. Reparem que além de ser muito interessante responde a perguntas que alguns meninos gostam de fazer nas caixas de comentários:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(204, 51, 204);" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;A verdadeira história do Polegarzinho&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(204, 51, 204);" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Era uma vez um lindo lindo príncipe chamado pequeno polegar que vivia no seu chalezinho à beira mar com os seus imensos filhinhos e algumas luvas. As luvas eram todas muito bonitas e muito boas e por isso o pequeno polegar guardava-as sempre num saquinho azul, muito arrumadinho no fundo do armário. Um dia, andava o pequeno polegar a passear calmamente à beira mar e a pensar no sentido da vida quando viu aproximar-se uma velha muito feia e muito má que lhe disse: ou me dás já o teu saquinho azul ou digo a toda a gente que estás apaixonado pelo sentido da vida. Via-se logo que era uma bruxa, mas o pequeno polegar não ligou porque estava mesmo a pensar no sentido da vida e toda a gente sabe como é quando uma pessoa se apaixona e não consegue pensar em mais nada, por isso olhou para a bruxa e disse: és feia. Há quem chame a isto uma evidência, só que a bruxa não sabia e ficou furiosa por isso transformou logo ali o pequeno polegar num dedo mínimo em forma de indicador, próprio para encostar à têmpora enquanto se filosofa. Ora bolas, mas para que é que eu quero isto?, pensou a bruxa, já tentada a filosofar. Mas como era acima de tudo uma mulher ocupada que tinha mais histórias para tramar, atirou o dedo fora. O pequeno polegar voou pelos ares e foi aterrar directamente à:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(204, 51, 204);" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;A verdadeira história da Lebre e da tartaruga&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(204, 51, 204);" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Era uma vez uma linda linda menina chamada tartaruga qua andava a saltar à corda no jardim quando viu um dedo. Como era também muito muito esperta e muito muito inteligente, pegou no dedo e disse: olha, é um dedo! E adivinha!, por isso pôs-se a saltar sem a corda e a cantar ta-nhum-de-do-cad-vi-nha, ta-nhum-de-do-cad-vi-nha. Aquilo intrigou um menino que andava ali perto a  jogar à bola com os pombos e a tirar macacos do nariz: como é que sabes que é um dedo que adivinha?, perguntou ele. Este menino era mais versado em dicção e tinha aprendido a fazer divisões silábicas e tudo, por isso chamava-se Lebre, mas a menina, que ainda não tinha atingido aquele estádio do pensamento abstracto que o tio piaget inventou, ficou muito atrapalhada e foi-se embora muito corada. Quando a viu corada o menino pensou: claro! É mesmo um dedo que adivinha porque ela adivinhou que é um dedo que adivinha. Ora bolas!, e eu que a deixei fugir. E foi a correr atrás dela: menina, menina, gritava ele, espara aí que eu já sei. Mas a tartaruga escapou-se e foi o que fez de bem. Chegou a casa da avozinha e disse para a mãe: mãe, ta-nhum-de-do-cad-vi-nha!, mas a mãe não ligou nada e continuou a fazer o jantar. Falta aí sal, disse a menina, e a mãe provou a sopa e faltava mesmo, por isso pôs mais sal na panela. A menina aproveitou e com o dedo tirou um bocado da mousse, depois tirou outro e foi tirando tudo até ao fim. Quando o pai da tartaruga chegou para o jantar ficou muito triste por já não haver mousse mas, mal provou a sopa, disse logo para a mulher: isto hoje está muito bom, estás a ficar com dedo para a cozinha. A tartaruga ficou muito contente e foi dormir para despachar esta coisa. No dia seguinte, mal acordou, pegou no dedo e foi outra vez para o jardim. Já lá estava o lebre, claro, que era madrugador. Mal viu a tartaruga disse: linda linda menina, já sei porque é que tens um dedo que adivinha! Ora a tartaruga que não era parva perguntou mas como é que podes ter adivinhado se não tens o dedo? E ficaram assim a discutir até ser já muito de noite e repararem que estavam apaixonados. Casaram logo ali e tiveram muitos filhinhos. Os filhinhos não foi logo ali, foi mais tarde, mas tiveram imensos. O pequeno polegarzinho aproveitou para se escapar e:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(204, 51, 204);" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;A verdadeira história do polegarzinho – conclusão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(204, 51, 204);" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet MS,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Depois de muito andar e ter muitas aventuras com moinhos de vento e raposas e baleias, o polegarzinho lá conseguiu encontrar o sentido da vida. Ficaram os dois muito contentes e casaram logo, mas não tiveram muitos filhinos porque o sentido da vida era um bocado estéril. De qualquer modo  abriram uma grande fábrica de dedos de prata e viverem ricos para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-7638149654167406379?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/7638149654167406379/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=7638149654167406379' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/7638149654167406379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/7638149654167406379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2007/03/ena-p-tantas-verdadeiras-histrias.html' title='Ena pá tantas verdadeiras histórias!'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-2946923464124359485</id><published>2007-02-28T15:20:00.000Z</published><updated>2007-02-28T15:26:31.557Z</updated><title type='text'>Muito assim dos dias (ao contrário dos costumes)</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Gambas agridoce e pato à pequim, um chá de jasmim e duas cervejas sem entradas ou sobremesas. Recuando vinte anos Wang Li via ainda o mesmo casal à mesma mesa os mesmos gestos os mesmos olhares os mesmos silêncios e os mesmos pedidos. Mudanças houvera, mas apenas no estado do tempo e no vestuário de cada uma das exactas 20 horas de todas as quarta-feira em que passavam a porta. Também na pele e na cor dos cabelos e, às vezes (duas ou três em todo esse tempo) no penteado da senhora. Wang Li podia contar pelos dedos de uma mão todas as palavras que os vira trocar durante 20 anos de jantares. E podia testemunhar pela cadência dos gestos e pelo acerto de olhares a cúmplice harmonia que fazia daqueles dois o casal feliz, como de si para si os chamava. Fora por eles que modelara a sua vida com Mo Ling, a quem levava a jantar todas as folgas de segunda feira desde que haviam casado há doze anos de inquietante turbulência. Porque Mo Ling falava ao contrário dos costumes, porque Mo Ling queria e pedia ao contrário dos costumes, porque Mo Ling variava a escolha dos sítios e dos sabores ao contrário dos costumes. E porque Mo Ling nem sempre se lembrava e muito menos preparava para ir jantar com ele ao contrário dos costumes. Talvez que com o tempo Mo Ling viesse a ser como a senhora e ele pudesse dar-se então os ares serenos do senhor. Talvez que ainda um outro segredo houvesse e Wang Li o pudesse acatar. Ou talvez que ele e Mo Ling nunca viessem a ser um outro casal feliz porque contra os costumes os encontros podem ser fatais. Como hoje, nesta quarta-feira em que o senhor chegou sozinho de olhar e gestos desamparados. Wang Li não compreende senão a morte na ausência dos olhos e na lividez das rugas do senhor, tem a certeza da morte na sopa wantan e no caril de lulas com amêndoas seguido de líchias. À conta Wang Li não contém o lamento que quer dizer desde que não viu a senhora e fala ao contrário dos costumes. &lt;i&gt;Lamento, senhor&lt;/i&gt;. E de sob o bigode o S&lt;i&gt;im, obrigado, mas não há que lamentar. Foram apenas trinta e dois anos da minha vida que se foram para onde eu não sei ir. Trinta e dois anos a vinte e quatro horas por dia de vida com ela, sempre com ela, a viver por ela. Por isso não lamente, não há que lamentar&lt;/i&gt;. E Wang Li chorando a vida ao contrário dos costumes acompanha à porta o senhor. &lt;i&gt;Sabe, rapaz? O que não compreendo ainda é como antes de fugir com ele me pode acusar de tornar a vida monótona... se até a trazia a jantar fora todas as quarta-feira para menter acesa a chama da nosso amor&lt;/i&gt;. É por isso que ao contrário dos costumes Wang Li vai mais logo ao cinema com Mo Ling. Ou talvez a deixe escolher.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-2946923464124359485?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/2946923464124359485/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=2946923464124359485' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/2946923464124359485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/2946923464124359485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2007/02/muito-assim-dos-dias-ao-contrrio-dos.html' title='Muito assim dos dias (ao contrário dos costumes)'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-6087708402668547937</id><published>2007-02-23T18:06:00.000Z</published><updated>2007-02-23T18:16:49.323Z</updated><title type='text'>A verdadeira história da carochinha</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify; color: rgb(204, 51, 204); font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:100%;" &gt;Era uma vez uma linda menina chamada carochinha que vivia muito alegre na sua modesta casinha. Um dia, andava a carochinha a varrer a sua casinha e a cantar quando ouviu plim! e foi ver. Olha uma moeda, disse a carochinha, quem a terá atirado pela minha janela? Nós já sabemos, claro. É uma moeda muito antiga, disse a carochinha, daquelas que já não se fabricam e por isso deve valer uma fortuna… vou já trocá-la ao banco. E assim foi: a carochinha deixou as limpezas a meio e foi ao banco trocar a moeda. Não rendeu tanto como ela estava à espera mas mesmo assim ficou contente e como era esperta investiu aquele dinheirinho na bolsa. O tempo passou, as acções valorizaram-se e a carochinha estava a ficar cada vez mais rica. Entretanto estava também a ficar cada vez mais velha, por isso pensou “está na hora de arranjar um belo marido” e pôs um anúncio no jornal que dizia assim «Linda Carochinha bonita formosinha e rica, casa própria, procura cavalheiro mesmas condições para vida a dois. Assunto sério. Resposta com foto ao jornal nº 1278». Recebeu imensas respostas, realmente, mas não gostou de nenhum dos pretendentes e ficou muito triste. Uma tarde estava ela à janela a ler uma carta que tinha recebido dum outro pretendente quando ouviu bater à porta truz truz truz e foi abrir. É aqui que mora a galinha dos ovos de ouro?, perguntou o lindo senhor que estava à porta. Não, disse a carochinha, aqui só moro eu e sou a linda carochinha que é bonita e formosinha e rica. Que interessante!, disse o lindo senhor, eu sou o João Ratão e ando à procura da galinha dos ovos de ouro, disse o João Ratão. Sou detective particular e fui contratado pelo príncipe das orelhas de burro para encontrar a galinha. Oh! Um detective particular, que emocionante!, disse a carochinha, Entre, entre, que eu vou fazer um chá e podemos conversar, convidou a carochinha. O João ratão entrou, a carochinha fez o chá e puseram-se a conversar até que finalmente, passados doze minutos, perceberam que estavam apaixonados. Casaram-se logo e viviam muito bem porque a carochinha era muito rica e o joão ratão tinha aquele emprego. Um dia estava a carochinha sozinha em casa quando ouviu bater à porta truz truz truz e foi abrir. Era um lindo lindo senhor com um jornal na mão que perguntou “É aqui que mora a linda carochinha bonita e formosinha e rica com casa própria que procura cavalheiro nas mesmas condições? A carochinha respondeu É sim, lindo lindo senhor, sou eu a linda carochinha que é bonita e formosinha e rica, disse a carochinha que logo ali ficou apaixonada pelo lindo lindo senhor. Eu sou o príncipe com orelhas de burro, disse o príncipe com orelhas de burro que logo ali ficou apaixonado pela linda carochinha. É claro que não podiam casar logo porque a carochinha já era casada e o príncipe com orelhas de burro estava um bocado comprometido com a galinha que o tinha abandonado. Durante um certo tempo os dois mantiveram aquela paixão secreta, até que um dia a carochinha teve uma ideia e quando o joão ratão chegou a casa fez-lhe um jantar com estricnina. O joão ratão gostou muito do jantar mas depois fartou-se de arrotar e percebeu logo que a carochinha o tinha querido envenenar, por isso fugiu de casa. A carochinha e o príncipe com orelhas de burro casaram e foram muito ricos para sempre. Não tiveram muitos filhinhos porque eram pessoas muito ocupadas e conheciam bem os métodos anticoncepcionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-6087708402668547937?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/6087708402668547937/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=6087708402668547937' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/6087708402668547937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/6087708402668547937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2007/02/verdadeira-histria-da-carochinha.html' title='A verdadeira história da carochinha'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-114088784941317576</id><published>2006-02-25T17:17:00.000Z</published><updated>2006-02-25T17:17:29.470Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://leitorcompulsivo.blogspot.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;já abriiiiuuuu!!!!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-114088784941317576?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/114088784941317576/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=114088784941317576' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/114088784941317576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/114088784941317576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2006/02/j-abriiiiuuuu.html' title=''/><author><name>Carlos José Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://img301.imageshack.us/img301/3184/teixeira7zj.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113993684787303881</id><published>2006-02-14T17:06:00.000Z</published><updated>2006-02-14T17:07:27.926Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;br /&gt;a_mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;beija-me,&lt;br /&gt;beija-me o primeiro beijo uma vez mais.&lt;br /&gt;fecha os olhos em antecipação&lt;br /&gt;do frémito do corpo que amaste um dia,&lt;br /&gt;desenha-lhe agora hálitos confusos,&lt;br /&gt;serpentinas no tempo,&lt;br /&gt;espirais de vontade.&lt;br /&gt;cala-me os lábios com um sorriso&lt;br /&gt;e depois, calmamente, com cuidado,&lt;br /&gt;descola-te de mim sem adeus.&lt;br /&gt;ou façamos um beijo desesperado,&lt;br /&gt;desalmado.&lt;br /&gt;só corpos&lt;br /&gt;suemos cascatas de prazer sentido&lt;br /&gt;no limite da consciência,&lt;br /&gt;ou percamo-la, até.&lt;br /&gt;beija-me&lt;br /&gt;como se a memória fosse a última das derrotas,&lt;br /&gt;beija-me no presente,&lt;br /&gt;por quem sou.&lt;br /&gt;beija-me então sem sentido,&lt;br /&gt;sem rectidão, dá-me o beijo imoral.&lt;br /&gt;beija-me ao engano,&lt;br /&gt;perde-te por mim fora e oferece-me aos deuses da morte&lt;br /&gt;se quiseres.&lt;br /&gt;mas beija-me o primeiro beijo.&lt;br /&gt;e esse, por favor,&lt;br /&gt;guarda-o só para mim.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113993684787303881?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113993684787303881/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113993684787303881' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113993684787303881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113993684787303881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2006/02/amar-beija-me-beija-me-o-primeiro.html' title=''/><author><name>Carlos José Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://img301.imageshack.us/img301/3184/teixeira7zj.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113681058248783876</id><published>2006-01-09T12:39:00.000Z</published><updated>2006-01-09T12:43:05.666Z</updated><title type='text'>A verdadeira história da pastorinha e do limpa chaminés - continuação</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;Mal acabou de contar a sua história, o lobo mau começou a chorar e foi-se embora muito envergonhado. O limpa chaminés ainda lhe quis dar dez tostões mas o lobo mau nem isso aceitou, vejam lá. De qualquer forma o limpa chaminés atirou fora os dez tostões, que logo por acidente foram cair dentro de casa da carochinha. São estas ligações que dão sentido à história da humanidade. O limpa chaminés continuou o seu caminho. Como não tinha grande coisa para fazer resolveu ir dar uma volta pelos arredores da cidade. Andou, andou, andou, até que viu um castelo. “olha um castelo” disse o limpa chaminés e bateu à porta truz truz. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; color: rgb(204, 51, 204);"&gt;Acho que já disse que não sei porque é que não era o carteiro ou porque é que o limpa-chaminés tocou duas vezes, mas foi assim mesmo que aconteceu outra vez.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt; Quem é? perguntou uma voz lá de dentro. Sou o limpa chaminés disse o limpa chaminés. Oh! Mas este castelo não tem chaminé disse a voz lá de dentro. Que pena disse o limpa chaminés e já ia para se ir embora quando a pastorinha (era ela que estava lá dentro) disse Mas podes entrar porque eu estou muito triste e muito sozinha. O limpa chaminés entrou e mal viu a pastorinha apaixonou-se por ela logo ali. Por sua vez a pastorinha mal viu o limpa chaminés apaixonou-se por ele logo ali. Exactamente como o lobo mau dizia que os franceses dizem: um coup de quelque chose. A pastorinha e o limpa chaminés casaram e foram muito felizes e tiveram muitos filhinhos. Segue-se :&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113681058248783876?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113681058248783876/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113681058248783876' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113681058248783876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113681058248783876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2006/01/verdadeira-histria-da-pastorinha-e-do.html' title='A verdadeira história da pastorinha e do limpa chaminés - continuação'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113645841022669900</id><published>2006-01-05T10:51:00.000Z</published><updated>2006-01-05T10:53:30.246Z</updated><title type='text'>A verdadeira história da bela adormecida</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Há muitos muitos anos atrás era eu um jovem príncipe belo e feliz que vivia no meu castelo com os meus pais e os meus imensos irmãozinhos. Os meus pais e os meus imensos irmãozinhos têm também uma história muito bonita, mas agora não posso contar. Um dia andava eu a passear no meu cavalo branco quando cheguei a uma floresta e vi uma menina a dormir. Era uma menina muito muito muito bonita, tão bonita que me apaixonei por ela logo ali. Não sei se sabes como estas coisas são, mas às vezes acontecem. É o que os franceses chamam coup d’ oeil, não, coup de foudre, não, olha não sei, mas às vezes acontece. Bem, apaixonei-me por ela logo ali e dei-lhe um beijo na testa porque ainda não tínhamos assim muita intimidade. Ela acordou e perguntou “quem és tu?” e eu disse “sou o polegarzinho e tu?” e ela disse “eu sou a bela adormecida” e continuou a dizer “és muito bonito polegarzinho”. Como vês, apaixonou-se também por mim logo ali, e nessa altura demos um beijo a sério. Ficámos muito felizes e casámos. Quando já tínhamos três filhinhos resolvemos ir visitar os meus pais e os meus imensos irmãozinhos para eles conhecerem os netinhos. Íamos a caminho quando nos apareceu uma cegonha com uma garrafa de gargalo alto cheia de vinho. A cegonha disse “onde ides ilustres cavaleiros sob um sol tão escaldante?”. Não, desculpa limpa chaminés, mas isto foi numa outra história. A cegonha disse “olá jovem príncipe e bela princesa com três filhinhos. Onde é que vão com tanta pressa e tanta alegria?”. E nós dissemos “vamos visitar o resto da nossa família que mora em casa da avozinha”. E a cegonha disse “então lanchem comigo antes de seguirem caminho. Ela parecia tão simpática que nós aceitamos a oferta e lanchámos com a cegonha. Parece que ainda estou a ver: broinhas de mel e pinhões e o vinho a acompanhar. Mal acabámos de lanchar pim! caiu sobre nós a maldição da cegonha. Eu transformei-me em lobo mau a bela adormecida transformou-se em raposa e os nossos três filhinhos ficaram transformados em porquinhos. A cegonha por sua vez transformou-se naquele menino irritante que passa a vida a gozar com a minha maldição. Chama-se pedro.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113645841022669900?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113645841022669900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113645841022669900' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113645841022669900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113645841022669900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2006/01/verdadeira-histria-da-bela-adormecida.html' title='A verdadeira história da bela adormecida'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113628217197629975</id><published>2006-01-03T09:54:00.000Z</published><updated>2006-01-03T09:56:11.976Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>E depois havia outra Joana.&lt;br /&gt;Mas esta nem sequer chegou a crescer. O seu corpo desapareceu às mãos de quem a deveria ter protegido... por um punhado de euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOANA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;de ti apenas resta tudo o que não foi dito... &lt;br /&gt;e as palavras inexistentes &lt;br /&gt;sussurram como filigranas de uma música que me escapa por entre os dedos&lt;br /&gt; (uma gargalhada no recreio, &lt;br /&gt;uma canção de embalar) &lt;br /&gt;e olho para o lago mais profundo que os teus olhos onde repousas &lt;br /&gt;contando as flores que flutuam &lt;br /&gt;as mesmas flores de ofélia &lt;br /&gt;as mesmas flores que sempre acompanham a morte de perto &lt;br /&gt;a tua imagem surge uma vez mais no ecran da tv &lt;br /&gt;e sinto a vertigem de me atirar às águas numa justiça de mortal &lt;br /&gt;numa justiça vã &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;reconheço-te nos milhões de miseráveis que não conheço ou finjo não conhecer &lt;br /&gt;nas esquinas &lt;br /&gt;nas entradas de centros comerciais &lt;br /&gt;a chorar bebedeiras de pais em casas ao lado da minha &lt;br /&gt;reconheço-te no silêncio cobarde a que me remeto &lt;br /&gt;de cada vez que enfiado em mim digo &lt;br /&gt;não é nada comigo &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;não te conheço&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113628217197629975?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113628217197629975/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113628217197629975' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113628217197629975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113628217197629975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2006/01/e-depois-havia-outra-joana.html' title=''/><author><name>Carlos José Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://img301.imageshack.us/img301/3184/teixeira7zj.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113628202522528672</id><published>2006-01-03T09:41:00.000Z</published><updated>2006-01-03T09:53:46.176Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não é verdade que Joana tenha sido sempre assim.&lt;br /&gt;Foi, em tempos, uma miúda como qualquer outra, se bem me lembro dela.&lt;br /&gt;Tinha a mania das tranças e nós brincavamos com isso correndo pelos corredores da Industrial atrás delas. Era bonito de ver a Joana nessas alturas, esvoaçante vida fora, saca a tiracolo a dar-a-dar e de sorriso afogueado de cada vez que, arfante, era apanhada por um de nós. Era então engraçado ver os seus olhos acastanhados e luzidios rirem por entre sardas e as covinhas que fazia nas bochechas.&lt;br /&gt;Deixei de a ver durante anos e anos para ontem a apanhar ali à beira do Convés. Andrajosa, fala entaramelada, a arrumar uns carritos. Pelo que me dizem, à noite ainda "faz" uns gajos. "Essa foi sempre uma malucona...", dizem. Mas eu sei que não.&lt;br /&gt;Houve uma época em que, nestas bandas de Matosinhos, a moda era a "base". Ao que parece, Joana não conseguiu sair da moda e agora passeia os seus ganhos entre a falta de dentes e as pupilas sem vida.&lt;br /&gt;Era bonita, a Joana.&lt;br /&gt;Falei-lhe. "Então, Joana? Como tens andado?" Ficou ali, a olhar para mim, meio sorriso parvo na cara, apesar de tudo ainda bonita, até responder "Qualquer coisinha Xôr Doutor... deixe ficar o carro à vontade que comigo aqui não se passa nada...".&lt;br /&gt;Não haviam tranças, não havia saca a tiracolo, não havia saia plissada, não havia Joana dentro daquelas órbitas desligadas.&lt;br /&gt;Dei-lhe 1 euro e entrei para almoçar.&lt;br /&gt;À saída já não vi a Joana no estacionamento. Quem lá estava era o Paulo.&lt;br /&gt;Um destes dias falo-vos do Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113628202522528672?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113628202522528672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113628202522528672' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113628202522528672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113628202522528672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2006/01/no-verdade-que-joana-tenha-sido-sempre.html' title=''/><author><name>Carlos José Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://img301.imageshack.us/img301/3184/teixeira7zj.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113597114723610576</id><published>2005-12-30T19:32:00.000Z</published><updated>2005-12-30T19:32:27.256Z</updated><title type='text'>ATÉ 2006</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;AGORA É QUE É...&lt;br /&gt;FELIZ 2006 PARA TODOS, ATÉ AO PRÓXIMO ANO!&lt;br /&gt;ENCONTRAMO-NOS NA PORTA MAIS A LADO...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113597114723610576?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113597114723610576/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113597114723610576' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113597114723610576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113597114723610576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/at-2006.html' title='ATÉ 2006'/><author><name>Carlos José Teixeira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://img301.imageshack.us/img301/3184/teixeira7zj.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113570474879728625</id><published>2005-12-27T17:31:00.000Z</published><updated>2005-12-27T17:32:28.820Z</updated><title type='text'>A verdadeira história da pastorinha e do limpa-chaminés</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;Era uma vez uma linda pastorinha chamada Pastorinha que vivia numa cabana no monte com o seu rebanho. Um dia estava a pastorinha ainda a dormir quando ouviu bater à porta truz truz. Quem é? Perguntou a pastorinha “é o limpa chaminés” disse o limpa chaminés. Não sei porque é que não era o carteiro ou porque é que o limpa-chaminés tocou duas vezes, mas foi assim mesmo que aconteceu. Talvez o limpa chaminés quisesse ter sido carteiro mas já não houvesse vaga, não sei, só sei que é destes mistérios que nasce a filosofia. A pastorinha disse Oh! Mas a minha cabana não tem chaminé. Que pena! disse o limpa chaminés e foi-se embora. No dia seguinte a pastorinha tinha de à cidade para vender o leite e comprar umas meias. Levantou-se muito cedinho, pôs as bilhas de leite à cabeça e aí vai ela toda contente a pensar na vida “vendo o leite, com o dinheiro do leite compro umas meias, com as meias faço um ninho, com o ninho faço galinhas, com as galinhas faço ovos, com os ovos faço bolos; depois vendo os bolos e compro um burro e vendo o burro e compro um carro e vendo o carro e compro um tapete para a cabana e vendo a cabana com o tapete e compro um castelo”. Assim foi: a pastorinha chegou à cidade, vendeu o leite, comprou umas meias, com as meia fez um ninho, com o ninho fez galinhas, com as galinhas fez ovos, com os ovos fez uns bolos e com o dinheiro dos bolos comprou um burro; depois vendeu o burro e comprou um carro e vendeu o carro e comprou um tapete para a cabana e vendeu a cabana com o tapete e comprou um castelo e foi morar para lá. Os primeiros dias foram muito bem passados, mas depois a pastorinha começou a sentir-se muito sozinha e a ficar cada vez mais triste. Agora vamos ver a parte do limpa chaminés. O limpa chaminés disse Que pena! e foi-se embora. Andou, andou, andou, até que chegou a uma floresta. Estava tão cansado que se deitou debaixo de uma árvore para dormir um bocadinho. Mal tinha adormecido quando começou a ouvir uns gritos “Olha um lobo olha um lobo” e acordou logo. Pôs-se à espreita atrás da árvore e sim senhor, lá vinha um lobo. “quem és tu?” perguntou o lobo ao limpa chaminés. “Sou o limpa chaminés” disse o limpa chaminés. “Eu sou o Lobo mau” disse o lobo mau “e o que é que andas aqui a fazer?” perguntou o limpa chaminés “vou levar o lanche à avozinha que está doente” disse o lobo mau “queres comer um bocadinho?”. O lobo mau era simpático e o limpa chaminés estava com fome mas não gostou do aspecto do lanche e por isso disse “não, lobo mau, obrigado mas neste momento não tenho muito apetite” disse o limpa chaminés que era muito bem educado “mas já agora se me pudesses dizer quem é que gritou olha um lobo olha um lobo agradecia-te muito”. O lobo mau ficou muito triste e disse “olha, quem grita isso é um menino muito irritante que passa o tempo a gozar com a minha maldição” E o lobo começou a contar:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113570474879728625?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113570474879728625/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113570474879728625' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113570474879728625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113570474879728625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/verdadeira-histria-da-pastorinha-e-do.html' title='A verdadeira história da pastorinha e do limpa-chaminés'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113525673296603606</id><published>2005-12-22T13:04:00.000Z</published><updated>2005-12-22T13:05:33.106Z</updated><title type='text'>A verdadeira história da gata boralheira</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Era uma vez uma linda gatinha chamada borralheira que vivia com uma madrasta num T4 em Mem-Martins. Além da madrasta também lá viviam: as filhas da madrasta. As filhas da madrasta eram muito muito feias e muito más e a madrasta também. A gata borralheira era muito infeliz mas era muito boazinha por isso um dia pôs-se a chorar e a dizer Oh quem me dera conhecer a minha mãezinha e o meu paizinho e os meus imensos irmãozinhos. Esta ultima parte não foi assim porque ela ainda não sabia que tinha imensos irmãozinhos, mas a parte anterior é sic. Estava ela a chorar assim quando apareceu a fada-madrinha e disse Gata borralheira ouvi os teus lamentos e vim satisfazer os teus desejos. E pim! tocou com a varinha de condão na gata borralheira que logo ali se viu transformada numa linda menina. E quando se viu com perninhas a gata borralheira ficou muito contente e foi brincar para um jardim que havia ali perto. Saltou à corda uma tarde inteira, até que ficou muito cansada e se pôs a dormir debaixo duma árvore. Entretanto um menino mau atirou-lhe uma bola e ela acordou e pôs-se outra vez a chorar e a dizer Oh quem me dera conhecer a minha mãezinha e o meu paizinho e os meus imensos irmãozinhos. E apareceu outra vez a fada madrinha e disse “gata borralheira tens que parar com essa mania de estar sempre a chorar! Toma lá esta capinha vermelha com capuchinho e vai a casa da avozinha que é lá que estão os teus pais” “E onde é que é a casa da avozinha?” perguntou  a gata borralheira  “Não sei” disse a fada-madrinha “mas o capuchinho vermelho deve saber”. A fada madrinha disse isto e foi-se embora e a gata borralheira pôs o capuchinho vermelho e foi saltar à corda outra vez. Saltou, saltou, até que ficou com muita sede e foi à beira do lago para beber água. Ora quando se debruçou para beber água a capinha vermelha com capuchinho caiu para o lago e pim! transformou-se num belo príncipe de longos cabelos loiros montado num cavalo branco. O príncipe ficou muito contente e disse “Linda gata borralheira acabas de quebrar o encanto com que a bruxa má me enfeitiçou” e a gata borralheira perguntou “quem és tu?” e o príncipe disse “sou o capuchinho vermelho”. Apaixonaram-se logo ali, e partiram para casa do pai do príncipe capuchinho vermelho. Iam a caminho quando ouviram alguém a cantar ópera e pararam para ver. Foi assim que conheceram a cigarra e a formiga, que os convidaram para passar uns dias lá em casa e eles aceitaram. E foi por isso que o carteiro pensou que havia lá gato. E pronto, depois continuaram o seu caminho até que por fim chegaram a casa do pai do príncipe capuchinho vermelho que fez uma grande festa. Casaram e tiveram imensos filhinhos. A gata borralheira nunca mais chorou pela mãezinha nem pelo paizinho nem pelos imensos irmãozinhos. O cavalo branco acabou por abrir uma empresa de papel cavalinho e transformou-se num elegante empresário de sucesso. Entretanto continuavam a acontecer mais coisas, como por exemplo...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113525673296603606?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113525673296603606/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113525673296603606' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113525673296603606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113525673296603606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/verdadeira-histria-da-gata-boralheira.html' title='A verdadeira história da gata boralheira'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113511930316449916</id><published>2005-12-20T22:51:00.000Z</published><updated>2005-12-20T22:55:03.166Z</updated><title type='text'>O Oleiro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;Havia em Kara-Ob um homem, oleiro de ofício, que por herança da arte e segredos da inspiração conseguia do barro as mais belas formas que algum homem já fez. Chegou tão longe a fama do oleiro e da beleza das peças que um dia, já perto do lusco-fusco, lhe bateu à porta um estranho viajante com uma oferta e um desejo: “Trago-lhe o melhor pedaço do melhor barro do mundo. Quero uma obra perfeita.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;Seiscentos dias estudou o oleiro todas as formas ainda por inventar. Respirou com o barro o mesmo ar e anseios, e juntos procuraram o único meio possível de dar forma à perfeição. Do barro o homem conheceu a história e as vontades, tão completa e profundamente como só a cumplicidade de muitas luas permite conhecer. Finalmente pegou no barro. Oito dias e nove noites, sem interrupções, deixou o barro que o oleiro lhe extraísse as formas, até se realizar naquilo que ambos queriam que fosse: um tijolo. Perfeito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113511930316449916?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113511930316449916/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113511930316449916' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113511930316449916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113511930316449916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/o-oleiro.html' title='O Oleiro'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113494700390211592</id><published>2005-12-18T23:01:00.000Z</published><updated>2005-12-18T23:03:24.063Z</updated><title type='text'>Do crime</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;Adão Cordeiro era um pedinte de sucesso. Em poucos anos tinha amealhado um razoável pé de meia só com três horas de trabalho diário. Trabalhava também ao fim de semana, mas preferia ocupar três horas de sábado e outras tantas de domingo do que dividir essas seis horas pelos cinco dias úteis da semana. Não daria certo, sobrava sempre uma hora que não sabia onde pôr. Tirando esse pequeno senão, não se arrependia de ter posto de lado a sua promissora carreira de engenheiro informático, que lhe dava muito mais trabalho por pouco mais dinheiro. Nem se preocupava com as roupas sujas e rotas que era obrigado a vestir três horas por dia, sete dias por semana. Usava sempre o mesmo fato, e era esse que vestia no dia anterior, quando se preparava para sair e entrou a polícia a disparar perguntas, as tais perguntas sem resposta que o levaram até ali. Não se lembrava de nada e era isso que tinha dito vezes sem conta ao inspector que o interrogara, mas o outro não se dera por convencido e prendera-o. Agora, sozinho na cela, tinha justamente acabado de fechar os olhos para se concentrar em mais um esforço de memória quando a porta se abriu. O homem apresentou-se sumariamente por um cartão de visita com o canto superior direito devida e meticulosamente dobrado: “Dr. Alexandre Bitola, Advogado”. Interiormente persuadido de que também sumariamente, este último começou a relatar o caso. Alto, corpulento, bem vestido e apoiado numa bengala de cabo de prata, falava numa voz um tanto aguda, que destoava por completo da figura imponente que aparentava nos raros momentos em que se calava para respirar. Que tinha sabido do caso porque um amigo da polícia o tinha informado. Um caso curioso, que lhe agradou pelos pormenores macabros e o ar sádico com que o amigo o pintou. Um caso curioso e difícil, para o qual vinha oferecer os seus préstimos como advogado. Tinha já começado a inteirar-se do processo, mesmo sem prévia autorização e acordo do acusado - facto, aliás, pelo qual pedia imensa desculpa - por mera curiosidade e desafio intelectual. Sabia que a denúncia tinha sido feita pelo vizinho do rés do chão, um respeitável merceeiro à beira da falência, que se tinha aprestado a apresentar várias evidências à polícia, entre as quais figuravam uma factura de electricidade por pagar e um bilhete de comboio de uma viagem feita há 2 anos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;" lang="EN-GB"&gt;Sabia também que quando a polícia lhe tinha invadido a casa com pós, flashes, as inevitáveis algemas e outros recursos abundantemente descritos na literatura do género, o corpo do crime, já putrefacto, continuava conforme o tinha deixado há três dias, em cima da mesa, sem pele, com uma faca espetada. A pele tinha sido encontrada no caixote do lixo a abarrotar, por baixo do lava-loiças, juntamente com uma lata de atum de conserva vazia, uma meia meia desfeita, oitenta e duas beatas de cigarros fumados até ao filtro, uma lâmina de barbear ensanguentada, um impresso do totoloto, duas saquetas de chá de camomila, trinta e sete ossos raspados (dos quais, após detalhada análise laboratorial, dezanove se vieram a revelar ser de frango e os restantes de porco), um CD irrecuperavelmente partido, cento e trinta e quatro gramas de restos de feijão manteiga guisado, etc, etc. O crime, já de si chocante, afigurava-se portanto particularmente hediondo e repugante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;" lang="EN-GB"&gt;Chegado a este ponto o advogado retirou do bolso uma fotografia a cores e abanou-a junto ao nariz do acusado, que distinguiu claramente um leve cheiro a naftalina. Depois aclarou a voz, tornando-a ainda mais aguda: - Sem querer fazer julgamentos morais, que de forma alguma são da minha competência, parece-me terrivelmente significativo e indicativo da sua falta de carácter a total ausência de respeito que demonstrou pela vítima… Caramba, homem!… ao menos tratasse-lhe da morte com dignidade! É insuportável pensar que conviveu com isto durante três dias sem se sentir minimamente incomodado. É… é monstruoso! Diga a verdade: porque é que a matou?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;" lang="EN-GB"&gt;- Se bem que a verdade me seja uma coisa estranha - começou por dizer Adão Cordeiro - a verdade é que penso que não fui eu quem a matou. Nem sequer tinha motivo - disse esperançado na boa fé do advogado a retorcer as pontas do pequeno bigode louro e ralo. - Nem vejo que o pudesse ter… Que motivo podia eu ter? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;" lang="EN-GB"&gt;O Dr. Alexandre Bitola, que se envergonhava do nome, anuiu com um aceno de cabeça, ar grave e pensativo: - Sim… também não sei que motivo podia ter… Mas a tal verdade que lhe é uma coisa estranha é que ela está morta e bem morta. Repare que não respira, não se notam batimentos cardíacos nem há qualquer sinal vital… sim, está morta e bem morta. E sem pele!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;" lang="EN-GB"&gt;Adão Cordeiro confirmou os factos por pura observação ocular da fotografia a cores que o outro lhe mostrava. Ela estava morta. Não respirava, não se notavam batimentos cardíacos, nem havia qualquer sinal vital…Morta e bem morta e sem pele. Olhou para o advogado num mudo pedido de ajuda. O Dr. Alexandre, porém, prosseguiu como se nada tivesse notado: - E há a faca, claro… foi tolice deixar-lhe a faca espetada. É uma prova indiscutível que aponta claramente a sua participação no acto… a sua culpa, no fundo… é à faca que a acusação se vai prender. À faca e à pele, claro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;" lang="EN-GB"&gt;Foi-se toda a força defensiva de Adão Cordeiro. - Quanto leva para me representar em julgamento? - perguntou num múrmurio a enfiar-se ainda mais pelo casaco axadrezado sujo e de mau corte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;" lang="EN-GB"&gt;O Dr. Alexandre Bitola não precisou pensar muito: - Quinhentos contos de honorários, mais coisa ou menos, e despesas de representação. Preciso de um fato novo, uns sapatos, e uma nova gravata. E uma pasta de pele e um pacote de rebuçados de mentol por causa do mau hálito. Não que eu tenha mau hálito, mas tenho que causar boa impressão ao juiz… Digamos… mil e quinhentos contos, no total. O seu caso é extraordinariamente difícil… &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;" lang="EN-GB"&gt;- De momento não disponho de tanto dinheiro - lamentou-se Adão Cordeiro lembrando-se que os certificados de aforro só venciam daí a dois meses - Posso pagar-lhe as despesas de representação em géneros?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;" lang="EN-GB"&gt;Embora com certo desagrado, o advogado acabou por aceitar a proposta, posto o que firmaram o acordo com um aperto de mão como se fossem amigos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;" lang="EN-GB"&gt;- Então até depois - disse o Dr. Alexandre Bitola a dirigir-se para a porta. - Tenho ainda muito trabalho pela frente. De repente voltou atrás e estendeu ao outro o pequeno retângulo de papel brilhante e colorido: - Pode ficar com isto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;" lang="EN-GB"&gt;Adão Cordeiro pegou com relutância na fotografia e um novo arrepio de horror percorreu-o ao rever a imagem do crime que lhe imputavam. Não havia por onde fugir: lá estava ela em cima da sua mesa, morta, sem pele, com uma faca espetada. Com espanto, deu consigo a pensar que quem quer que o tivesse feito tinha feito bem, porque a pele dela era enrugada e já sem vida mesmo antes de lha tirarem… Lembrava-se ainda de como era quando a trouxera para casa, sã, a pele lisinha e suave sem uma única mancha. Tinha-a trazido por puro capricho, só porque ela era linda e ele gostava de ter coisas lindas. Mas em raros momentos sentira prazer em olhar para ela e, tal como outras coisas na vida que se entretinham a contrariá-lo, em pouco tempo ela tinha deixado de ser como era. Depressa perdera o aspecto são e a pele, antes tão lisinha e suave, tinha-se enchido de manchas e rugas. A pele… Sentiu náuseas… Pouco a pouco foi recordando como nesse dia chegara a casa exausto e cheio de fome depois de uma manhã particularmente difícil e pouco rentável; como sem sequer lavar as mãos almoçara em silêncio, olhando-a de quando em vez, com um sentimento íntimo de repulsa por ela e pela presença dela ali, a desafiá-lo só por existir e lhe lembrar que havia muitas outras iguais a ela. Demorara a engolir a última garfada do esparguete demasiado cosido, como se engoli-la tornasse inevitável fazer o que sabia já ter decidido. E fez, sabia agora…pegara na faca e, sem aviso, começara a tirar-lhe a odiosa pele com uma fúria crescente de nojo… depois, cego de raiva, espetara-lhe a faca e ali mesmo a largara, em cima da mesa, para correr à casa de banho e vomitar todo o almoço sem sobremesa… Sim, fora ele… Desde miúdo que detestava maçãs.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113494700390211592?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113494700390211592/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113494700390211592' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113494700390211592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113494700390211592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/do-crime.html' title='Do crime'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113468213174498520</id><published>2005-12-15T21:24:00.000Z</published><updated>2005-12-15T21:28:51.803Z</updated><title type='text'>Três verdadeiras histórias para despachar o assunto</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;A verdadeira história de Alibabá e os quarenta ladrões&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Era uma vez um menino muito esperto que se chamava Alibabá e os quarenta ladrões e vivia com sua mãe em casa da avozinha. Um dia o menino foi brincar para o sótão de casa da avozinha e viu uma arca muito velha com muitas coisas lá dentro. Como era muito esperto o menino não mexeu nas coisas que estavam na arca. Em vez disso pensou “vou fazer uma canoa”. Mas não fez porque não havia canas. Andou por ali às voltas até que foi à janela do sótão de casa da avozinha e viu uma linda menina no jardim. Apaixonou-se logo por ela, claro, mas não disse nada à mãe nem à avozinha. Guardou o segredo dentro da arca e foi para o jardim onde a menina estava a bordar. Olá linda menina como é que te chamas? perguntou o Alibabá e a menina disse “Branca de neve e os sete anões e tu?” e o alibabá disse “olha eu chamo-me alibabá e os quarenta ladrões”. Vejam lá como são estas coisas, logo os dois com tantos números. E a branca de neve também se apaixonou logo ali pelo Alibabá. Agora para perceber o resto é preciso conhecer:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;A verdadeira história de branca de neve e os sete anões&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Era uma vez uma menina muito linda que se chamava branca de neve e os sete anões e morava com o pai e a mãe numa cabana perto de casa da avozinha. A Branca de neve tinha uma mãe muito má que a obrigava a guardar patos e a vender fósforos e por isso ela só podia bordar nas horas vagas. O pai da branca de neve também não era lá grande peça por isso ela costumava ir bordar para o jardim de casa da avozinha. Um dia estava a bordar e viu um menino muito esperto a espreitar da janela do sótão de casa da avozinha. Apaixonou-se logo por ele, claro, mas como não havia ali ninguém a quem ela pudesse dizer continuou a bordar. Então o menino veio ao pé dela e perguntou Olá linda menina como é que te chamas? e a branca de neve respondeu “Branca de neve e os sete anões e tu?” e o menino disse “olha eu chamo-me alibabá e os quarenta ladrões”. Vejam lá como são estas coisas, logo os dois com tantos números. E o Alibabá também se apaixonou logo ali pela branca de neve. Antes de continuar reparem bem como as histórias coincidem. Já repararam? É por serem verdadeiras. E agora:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;A verdadeira história de Alibabá e os quarenta ladrões - resto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;                        em simultâneo com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;A verdadeira história de branca de neve e os sete anões - resto&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;O alibabá e os quarenta ladrões casou com a branca de neve e os sete anões e tiveram imensos filhinhos e uma filhinha que é nem mais nem menos que a gata borralheira. De resto deu-lhes zero porque nunca foram bons a fazer contas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113468213174498520?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113468213174498520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113468213174498520' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113468213174498520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113468213174498520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/trs-verdadeiras-histrias-para.html' title='Três verdadeiras histórias para despachar o assunto'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113460111866593760</id><published>2005-12-14T22:57:00.000Z</published><updated>2005-12-14T22:58:38.686Z</updated><title type='text'>A verdadeira história da cigarra e da formiga - continuação - continuação</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Afinal correu tudo conforme estava previsto. O carteiro voltou e tocou mais duas vezes. A formiga, que percebeu logo quem era, foi à porta e começou a cantar, vestida de cigarra. O carteiro não gostava de ópera mas como era bem educado ficou ali, a ouvir. Como a formiga nunca mais se calava o carteiro aproveitou para espreitar para dentro da toca do urso branco, e foi então que viu a verdadeira cigarra. A verdadeira cigarra era muito bonita. O carteio pensou “Aqui há gato” e havia. A gata borralheira estava na cozinha, mas ele não viu, só pensou. Depois não teve tempo para mais nada porque se apaixonou logo pela verdadeira cigarra. Casaram e foram muito felizes. Mas antes disso ainda tiveram tempo de inventar o play back que consiste na formiga a cantar e na cigarra a ser aplaudida. Porque esta cigarra nunca cantou bem. Fim. Agora mais outra&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113460111866593760?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113460111866593760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113460111866593760' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113460111866593760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113460111866593760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/verdadeira-histria-da-cigarra-e-da_14.html' title='A verdadeira história da cigarra e da formiga - continuação - continuação'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113451486156759318</id><published>2005-12-13T22:48:00.000Z</published><updated>2005-12-13T23:05:08.776Z</updated><title type='text'>A verdadeira história da galinha dos ovos de ouro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Era uma vez uma galinha muito pobrezinha que vivia com um coelhinho num castelo. O dono do castelo e da galinha e do coelhinho era um senhor muito grande e muito feio que trabalhava numa fábrica de tintas de esmalte, estão a ver? Ao fim do dia, quando chegava do trabalho, o senhor muito grande e muito feio queria sempre que o castelo estivesse arrumado e limpo e que a galinha e o coelhinho estivessem ali para o servir. E eles estavam. Um dia, andava a galinha nas suas tarefas habituais quando pensou “Vou limpar o laboratório do senhor muito grande e muito feio”. O laboratório do senhor muito grande e muito feio era um laboratório. Era ali que o senhor muito grande e muito feio se dedicava a fazer as suas experiências com tintas de esmalte. Bem, a galinha entrou no laboratório e viu muitos frascos e muitas caixas e outras coisas assim, e resolveu coscuvilhar. Coscuvilhar é uma coisa que todas as galinhas sabem fazer muito bem. A meio da coscuvilhice a galinha encontrou um frasquinho de tinta de esmalte dourada. Já percebem agora o que é que aconteceu? Viu o frasquinho de tinta dourada, pôs um ovo, arrancou uma pena, e pintou o ovo com a tinta dourada. O ovo ficou muito bonito, claro, e a galinha foi logo mostrá-lo ao coelhinho “Coelhinho” disse a galinha “olha que lindo ovo que eu fiz”. O coelhinho bateu palmas e disse “Oh! É muito lindo! Vamos pô-lo a enfeitar a sala”. E pôs o ovo em cima do aparador da sala de jantar. Quando o senhor muito grande e muito feio chegou ao castelo e entrou na sala, viu aquele ovo muito bonito e dourado e disse “Olha um ovo de ouro!”. Ficou muito contente porque naquela altura achava mesmo que era um ovo de ouro. Então perguntou “Quem é que pôs este ovo?” porque era um bocado ignorante. E a galinha disse “Fui eu. ”. E o coelhinho disse “Fui eu”. O homem muito grande e muito feio não percebeu nada mas, como estava cheio de fome nem pensou mais no caso e fez uma omolete. A galinha ficou toda contente por não ter de fazer o jantar, e no dia seguinte tornou a ir ao laboratório e a pintar outro ovo. Desta vez o coelhinho pôs o ovo a enfeitar debaixo da cama do senhor muito grande e muito feio, e o senhor muito grande e muito feio teve um bocado de trabalho para o encontrar, mas pronto, lá o encontrou e tornou a fazer uma omolete. Isto continuou assim durante dias e dias, a galinha a pintar ovos, o coelhinho a enfeitar lugares, e o senhor muito grande e muito feio a fazer omoletes Um dia, ia a galinha para pintar outro ovo quando viu que se tinha acabado a tinta dourada. “Não faz mal”, pensou a galinha, “vou pintar um ovo azul com estrelinhas amarelas”. E pintou um ovo de azul com estrelinhas amarelas, porque esta galinha era uma verdadeira artista. Quando o senhor muito grande e muito feio chegou a casa e viu um ovo azul com estrelinhas amarelas em vez de um ovo de ouro, ficou tão furioso que quis logo matar a galinha. Já tinha a faca na mão e tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; color: rgb(255, 153, 255);"&gt;Agora aqui é um parentes: vou ter que escrever três finais para esta coisa porque já não me lembro do que vem a seguir. Quando chegar a altura é só riscar os que não interessam...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;br /&gt; &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Já tinha a faca na mão e tudo quando de repente sentiu uma dor aguda e morreu sem mais nem menos, com uma crise de fígado por ter comido tantas omoletes. A galinha assustou-se e começou a gritar Quem me dera ter sete pés!, Quem me dera ter sete pés!. Mas não tinha, por isso fugiu dali só a duas patas. Quem teve sorte foi o coelhinho, que ficou com o castelo só para ele. Ainda por cima encontrou um dia uma linda menina chamada cinderela e logo se apaixonaram. A linda menina também sabia pôr ovos, por isso o coelhinho aprendeu a pintar e dedicou-se a esconder ovos pintados durante o resto da vida. Acabou bem, o coelhinho. A galinha também acabou bem porque depois de algumas voltas foi parar a casa da avozinha e a avozinha ficou muito contente. Tratou da galinha com muito cuidado e fez uma grande festa. Acabou mesmo bem, a galinha. Em canja, porque a avozinha sabia que muitos ovos fazem mal ao fígado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Já tinha a faca na mão e tudo quando de repente o coelhinho fez atcim! e plim!, transformou a galinha numa deslumbrante princesa. O coelhinho disse foi sem querer foi sem querer, mas nem o senhor muito grande e muito feio nem a deslumbrante princesa se importaram, porque viram logo que estavam apaixonados. Quem és tu deslumbrante princesa? perguntou o senhor muito grande e muito feio. Sou a bela, disse a deslumbrante princesa, e tu? sou o monstro, disse o senhor muito grande e muito feio. Foi uma sorte. Casaram e foram muito felizes. A princesa continuou a pôr ovos muito bons, e o senhor muito grande e muito feio continuou a comer omoletes até rebentar o fígado. Mesmo assim tiveram trinta filhinhos, todos lindos. O coelhinho foi padrinho de 23.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Já tinha a faca na mão e tudo quando a galinha disse “Olha lá, Senhor muito grande e muito mau, já alguma vez tinhas visto um ovo azul com estrelinha amarelas?” “Não” disse o senhor muito grande e muito mau “Então a minha ideia é esta” disse a galinha “Vais enriquecer num instante com ovos de páscoa. Eu ponho ovos e pinto-os como me apetecer, o coelhinho esconde-os onde lhe apetecer, e tu vendes bilhetes às pessoas que queiram procurar ovos mágicos.” E assim foi: o senhor muito grande e muito mau começou a dizer a toda a gente que havia ovos mágicos na zona do castelo dele e, como toda a gente gosta de ovos mágicos, fiou rico num instante. A galinha casou com o coelhinho mas fugiu passado um mês com o príncipe com orelhas de burro. Estas coisas são mesmo assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113451486156759318?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113451486156759318/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113451486156759318' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113451486156759318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113451486156759318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/verdadeira-histria-da-galinha-dos-ovos_13.html' title='A verdadeira história da galinha dos ovos de ouro'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113440402381986084</id><published>2005-12-12T16:12:00.000Z</published><updated>2005-12-12T16:13:43.833Z</updated><title type='text'>O Rei</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Houve em tempos em Kara-Ob um rei de grandes riquezas e majestades que gostava de ser rei. Um dia, para ser mais rei que todos os reis do mundo, mandou que toda a cidade fosse forrada a espelhos. Assim foi feito. Contente andava o rei, que em cada saída real ao jardim podia admirar-se em trinta, ou quarenta, ou cem gravuras de si. Mas apenas o rei sabia gozar o esplendor da obra, porque os espelhos criaram mil cidades dentro da mesma cidade, com trezentas ruas por cada rua, e oitenta casas por cada casa, e vinte pessoas por cada pessoa. A cidade confundiu-se num labirinto de imagens de imagens de imagens de imagens, até ao infinito maior que o infinito conhece, de tal forma que as pessoas deixaram de saber quem eram, o que eram ou para onde iam, ou os lugares por onde não queriam passar. Um dia, quando o povo reflectido já quase estava louco de tanto se procurar, chegou à cidade um velho mendigo andrajoso e cansado, carregado de pó, suor e fome. Porque era cego não se viu nem viu ninguém mas, com a mão, foi procurando os caminhos descritos pelas paredes das casas. Primeiro espantadas, depois menos receosas, uma a uma as pessoas da cidade foram estendendo a mão e descobrindo o tacto para chegar às ruas certas há tanto tempo perdidas. Foi o cego que lhes ensinou de novo quem eram e a cidade que tinham e os sítios por onde andavam. Não admira por isso que, apenas três dias depois, o rei tenha sido deposto, os espelhos quebrados, e o velho mendigo cego, embora cego, proclamado rei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113440402381986084?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113440402381986084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113440402381986084' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113440402381986084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113440402381986084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/o-rei.html' title='O Rei'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113432115741733556</id><published>2005-12-11T17:02:00.001Z</published><updated>2005-12-11T17:21:02.266Z</updated><title type='text'>Kara-Ob</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;color:green;"   &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;Três deuses ainda meninos brincavam felizes no jardim do Og quando Ka, com um sopro mais forte, derrubou sem querer a acácia que Doru plantara há trinta gerações de deuses. Do divino palácio saiu a correr Insuih, o enorme deus da fúria, trazendo em si todo o contentamento do mundo por poder punir alguém. Reunidos em conselho, os deuses mais velhos chegaram a acordo e decretaram o castigo: que Ka nunca mais brinque com os seus amigos; que Ka viva sozinho enquanto não aprender a dominar os poderes. E o castigo foi proclamado. Mas Ka, Ob e Ra, os três deuses ainda meninos, não queriam ser separados nem deixar de ser meninos. Pela calada da noite, quando os grandes deuses mais velhos se entretinham em festa, partiram juntos para o sítio mágico de lugar nenhum, e aí, em segredo, transformaram-se naquilo que continuam a ser: Ka, o vento; Ra, a água e Ob, a grande montanha que chega ao céu. Assim nasceu Kara-Ob, a terra onde três deuses ainda meninos continuam a brincar.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113432115741733556?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113432115741733556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113432115741733556' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113432115741733556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113432115741733556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/kara-ob.html' title='Kara-Ob'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113415145289603505</id><published>2005-12-09T18:02:00.000Z</published><updated>2005-12-09T18:04:12.910Z</updated><title type='text'>Vida?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ao peso da vida já ela andava habituada e, não fossem as meia dúzia de tostões estrangeiros que lhe chegavam de mesada, as coisas seriam ainda piores.&lt;br /&gt;A fábrica de confecções estava a fechar, os putos na escola e ela a tentar fazer render o tempo, a parca mesada e as virtudes.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://aspalavraspordentro.blogspot.com/2005/11/vida.html"&gt;A noite chegada e lá ia Glória andar mais um bocado, não para derreter gorduras como agora se faz, mas para as fazer leite e pão para os seus miúdos.&lt;br /&gt;Era assim todas as noites, salvo aquelas em que, por obrigação da Natureza era obrigada a um curto período de descanso ou nas alturas em que Custódio vinha a casa.&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;Custódio nunca poderia saber de nada. Era ponto assente.&lt;br /&gt;Ele não poderia sequer imaginar destas suas actividades, horas extras de trabalho. Custódio andaria ainda convencido que o seu trabalho lá por fora, vivendo num contentor e afogando a saudade em bagaços, era realmente suficiente para as duas bocas que não cessavam de pedir, para os livros da escola, para a casa que tinha começado a construir com as suas próprias mãos e que ostentava agora uma placa de betão de ferros apontados ao céu, como que a rasgá-los – como por vezes Glória se sentia, rasgada por dentro.&lt;br /&gt;Era para fora que ela ia, para as bandas da Serra.&lt;br /&gt;Foi por aí que conheceu o Sr. Matos, cliente habitual que, após alguns encontros no meio do pinhal, resolveu apaixonar-se por ela e tentar tirá-la da vida. Começou com prendas que ela guardava num terreno, enterradas, não fosse Custódio alguma vez indagá-la acerca do assunto, mas rapidamente a coisa tomou outras proporções: das prendas passou às “perseguições”, das perseguições chegou ao cúmulo de a esperar à porta de casa.&lt;br /&gt;A vizinhança desconfiava mas permanecia calada.&lt;br /&gt;Um dia, chegada à Serra, entrou na mata para pousar as suas coisas e deu um grito de terror. O Sr. Matos jazia no meio das silvas com a cabeça aberta e a mioleira espalhada pelo chão.&lt;br /&gt;Fugiu com a rapidez que as suas pernas, já desfeiteadas, lhe permitiam.&lt;br /&gt;Correu, correu muito até chegar a casa, esbaforida. Ao abrir a porta, o seu filho mais novo veio a correr ao seu encontro, saltando-lhe ao colo e gritando de alegria: “Mãe!, Mãe!, o Pai está em casa! Veio de surpresa!”.&lt;br /&gt;Glória ficou estarrecida e, recompondo-se, olhou o marido nos olhos e, sinceramente, abraçou-se a ele, beijando-o entre lágrimas.&lt;br /&gt;“Fizeste boa viagem?”, perguntou ela.&lt;br /&gt;“Estás cansada?”, perguntou ele. “Não devias trabalhar tanto”, acrescentou. “Não tens necessidade”.&lt;br /&gt;Afastou-se.&lt;br /&gt;Glória sentiu um calafrio e ficou a pensar que algo tinha mudado na sua vida e na de Custódio.&lt;br /&gt;Custódio nunca mais lhe tocou durante o resto das suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fundo do quintal, entre a sucata que por lá andava, havia uma sachola suja de sangue. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113415145289603505?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113415145289603505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113415145289603505' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113415145289603505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113415145289603505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/vida.html' title='Vida?'/><author><name>CJT</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://img200.imageshack.us/img200/491/logoadvertencia9fz.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113415127751138128</id><published>2005-12-09T18:00:00.000Z</published><updated>2005-12-09T18:01:17.513Z</updated><title type='text'>A verdadeira história do soldadinho de chumbo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Era uma vez um soldadinho de chumbo que morava com outros soldadinhos de chumbo numa caixa de brinquedos. Era um soldadinho muito valente, porque na verdade não era feito de chumbo mas sim de porcelana, e por isso é que não tinha um braço. O braço do soldadinho de chumbo tinha-se partido na batalha da produção, e por lá ficou perdido até que um menino que andava a brincar o encontrou e disse “olha o braço dum soldadinho” e depois atirou fora o braço do soldadinho, e com esta brincadeira partiu o vidro da janela da cozinha da minha vizinha. A minha vizinha é um bocado cega e por isso disse “ de quem é este braço de ferro?” e foi assim que nasceu o jogo do braço de ferro. Sofreu algumas evoluções ao longo do tempo, claro, mas foi assim que nasceu: pegava-se num braço de porcelana e atirava-se à janela da cozinha da vizinha. Se ela dissesse “olha um braço de ferro” ganhava-se um ponto, se ela não dissesse nada não se ganhava nada. Se ela dissesse aos pais ganhava-se uma tareia. Era muito giro. Bem. Então o soldadinho de chumbo morava naquela caixinha. Mas não gostava da casa. Um dia pensou “preciso de me distrair” e saiu da caixinha e viu outra caixinha e foi lá. Logo por sorte era a caixinha de circo. Nesse circo havia uma bailarina muito bonita, e o resto é tudo igual. Agora outra.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113415127751138128?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113415127751138128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113415127751138128' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113415127751138128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113415127751138128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/verdadeira-histria-do-soldadinho-de.html' title='A verdadeira história do soldadinho de chumbo'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113415116301280045</id><published>2005-12-09T17:58:00.000Z</published><updated>2005-12-09T18:00:23.636Z</updated><title type='text'>A verdadeira história da cigarra e da formiga - continuação</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:&amp;quot;;" &gt;A cigarra e a formiga já não estão na toca do urso branco, por isso não sei o que é que se passou. Terá vindo o carteiro? Terá a formiga conseguido enganar o carteiro? Terá a cigarra casado com o carteiro? É impossível saber, embora uma fonte quase anónima nos tenha confidencialmente revelado que a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;cigarra foi vista na boca do carteiro quando este foi entregar uma carta registada à casa nas nuvens dum pombo onde mora um menino muito lindo com meio mindinho na mão esquerda e óculos de graduação terrífica que mandou a sombra embora. Enquanto não se confirma a versão actual vou contar outra história muito gira até porque ontem me baldei e agora estou com pressa.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Casablanca;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113415116301280045?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113415116301280045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113415116301280045' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113415116301280045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113415116301280045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/verdadeira-histria-da-cigarra-e-da_09.html' title='A verdadeira história da cigarra e da formiga - continuação'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113399219653937279</id><published>2005-12-07T21:48:00.000Z</published><updated>2005-12-07T21:49:56.540Z</updated><title type='text'>A verdadeira história da pequena sereia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Era uma vez uma princesa que vivia num castelo encantado com os pais. Os pais eram o rei e a cozinheira, mas a rainha não sabia. Um dia a princesa foi passear para a beira mar e caiu à água. Ficou muito aflita, claro, porque a água do mar estraga os vestidos. Estava a princesa muito preocupada com estas questões quando apareceu a pequena sereia e disse “olá quem és tu?”, e a princesa respondeu “olha sou a princesa do castelo encantado” e a sereia disse “eu sou a pequena sereia” e a princesa disse “olá” e ficaram amigas. Estavam elas ainda a conversar quando ouviram um grande barulho. Viraram-se e o que é que viram? Viraram-se e viram um belo homem. O belo homem andava a passear à beira mar quando caiu à água e foi por isso que elas ouviram barulho e se viraram e o viram. Bem. O belo homem apaixonou-se logo pela pequena sereia, por isso foi ao pé dela e disse “eu tarzan tu jane”. Não sabia dizer pequena sereia, mas não faz mal porque a pequena sereia chamava-se mesmo jane. A pequena sereia chamava-se mesmo jane marie de la conche de la mer, mas como tinha um nome muito grande toda a gente a tratava por pequena sereia. E como se pode ver o belo homem tinha poderes. A pequena sereia também se apaixonou logo pelo tarzan, por isso fugiu com ele para a selva. A princesa ficou muito triste por ter perdido uma amiga e voltou para o castelo. A mãe e o pai e a avó da pequena sereia ficaram tão envergonhados com esta história que inventaram a outra.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113399219653937279?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113399219653937279/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113399219653937279' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113399219653937279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113399219653937279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/verdadeira-histria-da-pequena-sereia.html' title='A verdadeira história da pequena sereia'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113390768133731649</id><published>2005-12-06T22:20:00.000Z</published><updated>2005-12-06T22:21:21.340Z</updated><title type='text'>A verdadeira história da cigarra e da formiga</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Casablanca;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Era uma vez uma cigarra que vivia com uma formiga na cova do urso branco. Tinham-se conhecido há muitos anos no baile do castelo do príncipe que casou com a gata borralheira, porque a cigarra, que era costureira, é que tinha feito os fatos do príncipe e do rei e da rainha. A formiga tinha lá ido cantar ópera. Foi assim que se conheceram e decidiram morar juntas, e durante um certo tempo tudo correu bem porque a cigarra fazia os fatos para a formiga usar nos espectáculos e a formiga cantava para adormecer a cigarra. Um dia, estava a cigarra sozinha em casa, ouviu tocar à porta: Trim Trim e ficou muito espantada. Quem é?, perguntou ela, e ouviu “É o carteiro”. O carteiro toca sempre duas vezes. A cigarra foi abrir e quando viu o carteiro ficou logo apaixonada. O carteiro nem por isso. Entregou a carta (era para a formiga) e foi-se embora. A cigarra, coitadinha, ficou muito triste e mal a formiga chegou entregou-lhe logo a carta. Não. Contou-lhe logo que se tinha apaixonado, é isso. Esta parte é um bocado confusa. Não se sabe muito bem o que é que a cigarra fez primeiro, mas pronto, a verdade é que disse à formiga que se tinha apaixonado pelo carteiro e que não sabia o que é que havia de fazer para o carteiro se interessar por ela. “Apaixonei-me pelo carteiro e não sei o que é que hei-de fazer para ele reparar em mim” disse a cigarra à formiga. A formiga sentou-se em cima da cama a meditar. Dois dias depois disse “Cigarra, já sei, tive uma ideia.” “qual é?” perguntou a cigarra “visto-me de cigarra e quando o carteiro vier canto para ele como se fosses tu. Está bem disse a cigarra e assim fizeram. A cigarra fez um fato de cigarra, a formiga vestiu-o e sentaram-se à espera do carteiro. Entretanto o carteiro estava a demorar muito, por isso vou contar outra história:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113390768133731649?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113390768133731649/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113390768133731649' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113390768133731649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113390768133731649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/verdadeira-histria-da-cigarra-e-da.html' title='A verdadeira história da cigarra e da formiga'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113390747038739836</id><published>2005-12-06T22:05:00.000Z</published><updated>2005-12-06T22:19:27.646Z</updated><title type='text'>Aviso desnecessário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pedido muito muito subtil de muitos muitos dois leitores vou dar início à publicação dos tais contos que um dia escrevi. E para não cansar as vistas fracas que por aqui abundam, conto publicar um conto (viram?!) a cada dois ou três dias. Ou não, ainda não sei, depende. Se acharem isso muito mau posso passar a publicar só meio conto por dia. Ou desenhos de crochet dia sim dia não. Também sei ler bolas de cristal e beber chá e tenho uma máquina nova de lavar roupa. E de certeza que vou intercalar esta coisa com outros, porque não gosto de me repetir. Seguem-se, pois (e atenção que isto é para pentalingues!):&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(153, 51, 153);" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Casablanca;font-size:180%;"  lang="FR" &gt;de tru&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(153, 51, 153);" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Casablanca;font-size:180%;"  lang="FR" &gt;de stóris&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(153, 51, 153);" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Casablanca;font-size:180%;"  &gt;de tru afe stóris&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Casablanca;font-size:180%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Casablanca;font-size:180%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(153, 51, 153);" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Casablanca;font-size:180%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;tru lâve stóris&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(153, 51, 153);" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Casablanca;font-size:180%;"  &gt;ór&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-family:Casablanca;font-size:180%;"  &gt;tru stóris afe lâve&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Casablanca;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113390747038739836?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113390747038739836/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113390747038739836' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113390747038739836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113390747038739836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/aviso-desnecessrio.html' title='Aviso desnecessário'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113386592890315822</id><published>2005-12-06T10:43:00.000Z</published><updated>2005-12-06T10:50:15.263Z</updated><title type='text'>Carta ao Pai Natal (especial para o Lé Laré sem acento)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(153, 255, 255);"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Pai Natal&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(153, 255, 255);"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Esta sou a Luisinha que mora no prédio cor de rosa muito alto que faz esquina com duas ruas. Não te consegui escrever mais cedo porque a mãe obrigou-me a lavar as paredes todas do meu quarto que tinham histórias e desenhos que eu fiz. Foi muito difícil mas já está. Tenho um problema porque na minha casa não há chaminé. Disse a senhora Alice que cá vem às terças feiras e por isso não podes entrar por lá. Mas já falei com a Ritinha que mora ali mesmo ao lado no prédio todo branco com as janelas cinzentas e tem chaminé. Ela disse que podes entrar por a chaminé da casa dela e depois sais outra vez até ao terraço e depois saltas pró terraço do meu prédio e depois abres a porta e desces por a escada e entras por a porta da cozinha que dá pra lá. Eu deixo a porta só encostada. Agora as prendas é assim. Eu queria uma ratoeira mas cá em casa nem sequer há ratos por isso se calhar é melhor outra coisa. Vou-te pedir uns binóculos. E também quero umas renas como as que tu tens mas não tragas o trenó porque o meu quarto é pequeno. As renas pode ser só uma. O canário que me deste o ano passado foi-se embora e por isso não quero mais. A mãe diz que foi porque eu deixei a janela aberta mas eu acho que ele foi porque quis porque havia mais passarinhos lá fora e depois foram todos fazer músicas juntos. Os canários não gostam de estar em casa das pessoas já devias saber muito bem. Também quero um espantalho mas não é para assustar os passarinhos. Pode ser aquele que está no caminho quando a gente vai para a praia e que tem um chapéu e palha a sair no sítio das mãos e está-se a rir. Mas eu sei que ele está triste porque não canta. Não quero mais bonecas nem nada dessas coisas. O resto pode ser tudo surpresa. Agora outra coisa. O Custódio da minha escola disse que o ano passado só lhe deste uma camisola e ainda por cima azul e ele gosta mais de verde ou castanho. O Custódio da minha escola é aquele menino que sabe fazer aviões de papel e jogar ao pião e tem olhos castanhos e cabelo castanho também. A professora não gosta dele e nem os outros meninos só eu e a Ritinha mais o Jorge é que gostamos. Por isso este ano ele quer um cavalo e um barco e uma bicicleta para ir prá escola. O cavalo pode ser castanho porque ele sabe que não tens cavalos verdes mas se tiveres ainda é melhor. Olha e se puderes traz-me a ratoeira e os ratos. Se faz favor obrigada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113386592890315822?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113386592890315822/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113386592890315822' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113386592890315822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113386592890315822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/carta-ao-pai-natal-especial-para-o-l.html' title='Carta ao Pai Natal (especial para o Lé Laré sem acento)'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113352613483928529</id><published>2005-12-02T12:21:00.000Z</published><updated>2005-12-02T12:22:14.853Z</updated><title type='text'>Pedras do Caminho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Lá à frente a escuridão palpável barrava o caminho e não havia galho de árvore que mexesse, não havia pio de ave ou arfar de bicho que atestassem vida. Era o breu profundo que imperava como uma metáfora de morte próxima a encharcar os ossos já cansados do viajante que, para chegar ao seu destino, teria que cruzar aquela parte da floresta.&lt;br /&gt;Pousou o saco com comida suficiente para essa noite e um cobertor outrora quente a seus pés e olhou em volta, tentando avaliar o caminho. Sabia, de relatos que lhe tinham chegado aos ouvidos em tabernas e hospitais do caminho, que muitos dos viandantes que ousavam o caminho da floresta não foram mais vistos, pelo menos na sua forma original pois, segundo alguns contavam, eram feitos cativos do emaranhado de silvas e arvoredo sob a forme de pedras incógnitas que nem um traço de pessoa conservavam e que, em noites escuras, soltavam lamentos sob a forma de uivos terríveis, tão terríveis que quem os ouvisse poderia focar louco com tamanho desespero.&lt;br /&gt;Ficou ali por um momento até decidir avançar. Não tinha muito a perder. Tinha nada e nada era mais ou menos a sua vida. De posses, para além do bornal que transportava, tinha apenas um relógio que pertencera aos varões da família que não deveria deixar a ninguém pois a sua idade, já alguma, não era a própria de quem quer constituir família.&lt;br /&gt;Amigos não tinha e paixões muito menos. Era mais como um Judeu Errante que andava por aí até que a Senhora o levasse, se algum dia o levasse, que até agora essa Irmã Morte não lhe tinha ainda dado sinais de vida.&lt;br /&gt;Penetrou na vegetação, avançando a custo por entre silvas e altos arbustos, tropeçando ocasionalmente numa ou outra raiz centenária que lhe dava sinal de existência, acautelando a marcha, olhando sempre em volta. Nada. Nem vivalma, nem sinal algum, ruído, apenas o dos seus passos na folhagem. Lá à frente, uma clareira. Uma fonte iluminada pelo luar raro estava mesmo ali ao centro, elevada num patamar de mármore jorrando o que lhe parecia ser água. Aproximou-se tirando o cantil que levava a tiracolo e, lá chegado, tratou de o encher.&lt;br /&gt;Sentado e com o cobertor pelos ombros, tirou alguma comida, queijo e pão já duro de alguns dias, que mastigou com calma, lentamente a tomar-lhe o gosto, e bebeu. Não era água, ou pelo menos seria uma água bastante especial pois o seu sabor estava para ali entre o mel e o mais saboroso dos vinhos e, embora incolor e inodoro era completamente satisfatório. Bebeu mais um pouco, mais um pouco e sempre mais um pouco até que, embalado já por estranhos cânticos e luzes que lhe dançavam o espírito, se deixou adormecer.&lt;br /&gt;Sonhou. Muito. Castelos, lindas mulheres de vestidos debruados a ouro em decotes lascivos, taças em ouro e diamantes cheias dos mais preciosos néctares, crianças que o rodeavam e lhe prestavam atenções desconhecidas, a lareira crepitante, a comida na mesa, tudo em surround e a cores, cheiros e sabores incluídos, um piano que tocava qualquer coisa de Chopin (claro…) e, lá fora, árvores de natal a delimitar os caminhos.&lt;br /&gt;Era festa em qualquer um outro tempo que ele não conhecia. Uma mistura de passado/presente/futuro que não sabia como distinguir mas que lhe agradava. O conforto, finalmente, talvez até o amor, pela forma como aquela mulher o olhava.&lt;br /&gt;O sonho, porém, continuava sempre, com imagens sobre imagens, com cheiros, sabores, em cima de cheiros e sabores, com a felicidade a sobrepor-se à felicidade até chegar a um ritmo impossível de aguentar. Ninguém conseguiria, jamais, ser feliz assim.&lt;br /&gt;Tentou acordar, em vão. Não conseguia.&lt;br /&gt;Reparou, estarrecido, que iria ser incomensuravelmente feliz por toda a eternidade. Talvez o tivesse desejado intimamente, explicou-lhe uma voz que não conseguiu definir, tal como todos os que por ali andavam há anos, há séculos.&lt;br /&gt;Ele disse: mas eu não quero ser feliz. Eu vivo bem na minha miséria diária, no meu caminho molhado de todos os dias. Eu não quero mais nada senão ter as minhas botas rotas e andar, sempre.&lt;br /&gt;Estás enganado, disse-lhe a voz. Bebeste da Fonte do Desejo, é este o líquido mágico que te dá os teus desejos e só existe uma forma de te libertares do sonho: deverás renunciar a tudo o que acreditas ser, deverás negar a tua própria existência, deverás deixar de caminhar solos molhados pela chuva e entregares-te ao esquecimento de ti próprio – ser como o tolo da aldeia que ri desalmado por entre a falta de dentes e o olhar exorbitado às pessoas que saem da igreja, ser como a mulher que pariu o nado morto e não sente absolutamente nada com isso, ser como o general que envia os seus milhares de mancebos para a morte com o risco estatisticamente analisado, ser como o padre que parte o corpo de deus em dois e o molha no vinho sem se aperceber do sabor que ofereça em comunhão, ser como o ministro que condena à morte sem um pestanejo.&lt;br /&gt;Ele olhou pela primeira vez para dentro de si próprio, nunca se tinha visto. Viu uma luz que tremeluzia e que sabia ir apagar-se se deixasse o sonho. Nunca conseguiria ser assim. Infeliz, talvez – indiferente, nunca.&lt;br /&gt;Deixou-se ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, na floresta, em noites escuras, existe agora uma pedra que grita o sofrimento angustiante de ser feliz eternamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113352613483928529?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113352613483928529/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113352613483928529' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113352613483928529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113352613483928529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/12/pedras-do-caminho.html' title='Pedras do Caminho'/><author><name>CJT</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://img200.imageshack.us/img200/491/logoadvertencia9fz.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113319316735773889</id><published>2005-11-28T15:50:00.000Z</published><updated>2005-11-28T15:57:12.193Z</updated><title type='text'>Ainda hoje. Agora.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Andava à procura desde sempre. Tinha percorrido todas as vielas escuras da cidade, caminhado os caminhos desérticos do interior, batido às portas mais improváveis.&lt;br /&gt;Bateu a portas de tabernas de hálitos pesados de noite, entrou em palheiros de natais alheados, conheceu bairros onde o infortúnio era já forma de vida. Andou por paragens esquálidas de fome, calor e frio paralisantes, cada qual à sua maneira, virou caixas de lixo e recordações, assinaturas de vidas que não conheceu. Viu janelas que deixavam passar risos entrecortados e carícias natalícias.&lt;br /&gt;Procurava. Desde sempre.&lt;br /&gt;Conheceu nomes que nem sequer sabia soletrar, leu letras que não sabia existirem. Deu de caras com caras bibliotecas que lhe prometiam o caminho, com deuses que o ultrajaram na demanda.&lt;br /&gt;E viu homens que o olhavam com ar de quem goza.&lt;br /&gt;Continuou a procurar, sempre, para sempre.&lt;br /&gt;Pelos montes de neves eternas, pela frondosa via de amendoeiras em flor, por mares e rios, por terras onde os tecidos cheiravam a rosas e onde as mulheres se banhavam em leite e mel, por sítios onde monstros o acompanharam com um sorriso entre fabulosas presas.&lt;br /&gt;Procurava, continua à procura.&lt;br /&gt;Em navios de corsários destemidos, em guerras passadas de ferros retinidos, em flores oferecidas no alto de uma torre de menagem, nos castros, nas eiras, nos campos, nos caminhos, nas veias, no sangue, na alma, no céu, em si.&lt;br /&gt;Ainda hoje.&lt;br /&gt;Agora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E só não mostra fotografias porque o resto do blog também as não usa.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113319316735773889?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113319316735773889/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113319316735773889' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113319316735773889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113319316735773889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/11/ainda-hoje-agora.html' title='Ainda hoje. Agora.'/><author><name>CJT</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://img200.imageshack.us/img200/491/logoadvertencia9fz.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113312423904251862</id><published>2005-11-27T20:42:00.000Z</published><updated>2005-11-27T20:43:59.053Z</updated><title type='text'>Amarelo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Era uma vez uma flor amarela que vivia num grande jardim com muitas outras flores de muitas cores. Era um jardim muito bonito. Um dia apareceu no jardim um homem com uma tesoura enorme e um cesto ainda maior e começou a cortar as flores e a pô-las no cesto. Uma a uma, foi cortando todas as flores até que chegou à última, que por acaso era a flor amarela, e disse: "Que flor tão feia! Vou deixá-la aqui para não destoar no meio das outras flores que são tão bonitas..." E foi-se embora sem cortar a flor amarela. E a flor ficou ali sozinha e triste, cabisbaixa e abatida, a olhar para o pé (porque as flores só têm um pé) e a pensar na vida, com uma grande mágoa por ser tão feia e uma certa inveja de não ter tido a mesma sorte de todas as amigas. Passou assim dias e dias, a olhar para o pé e a pensar, até que por fim se decidiu: "feia ou bonita, vou enfeitar o jardim o melhor que puder". Então levantou a cabeça e estendeu as pétalas e as folhas até onde conseguiu, e enfeitou o jardim sozinha durante muito tempo. Mas um dia o vento, que passou por acaso no jardim para empurrar a primavera, viu a flor amarela sozinha e perguntou: "Flor, porque é que estás tão sozinha num jardim tão grande?" E a flor disse. "Deixaram-me sozinha porque sou feia, tão feia que destoo no meio de todas as outras flores que havia neste jardim. É por isso que estou sozinha." Então o vento falou com outros ventos e com o deus de todos os ventos e suavemente levantou a flor e transformou-a numa borboleta eterna, com todas as cores de todas as flores. É a Mãe-Borboleta.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113312423904251862?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113312423904251862/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113312423904251862' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113312423904251862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113312423904251862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/11/amarelo.html' title='Amarelo'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113309900995338830</id><published>2005-11-27T13:38:00.000Z</published><updated>2005-11-27T13:43:29.966Z</updated><title type='text'>Em síntese...</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 153, 0);"&gt;... os fins de semana são bichos tramados que me devoram o tempo sem respeito algum pela necessidade de comentar blogs alheios. Ainda por cima a semana passada começou o fim aí na 4ª feira, e esta semana já puxou o final para o primeiro dia. Quer-me parecer que não vou ter sorte nehuma! E isto não é um conto, claro... embora seja suficientemente tonto.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113309900995338830?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113309900995338830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113309900995338830' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113309900995338830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113309900995338830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/11/em-sntese.html' title='Em síntese...'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113278891018285490</id><published>2005-11-23T23:32:00.000Z</published><updated>2005-11-23T23:35:10.196Z</updated><title type='text'>Traição</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;Cheguei do baile já tarde&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;e encontrei-o sozinho a chorar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;à luz da última estrela&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;O teu amor? perguntou-me&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;E eu disse já cansada&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;Não há amor que me queira&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;por isso não trago nada&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;Encolheu-se como um feto&lt;br /&gt;e não quis a minha festa&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                         &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;Hoje&lt;br /&gt;pouco antes de partir&lt;br /&gt;com um sorriso de adeus&lt;br /&gt;deu-me um beijo&lt;br /&gt;num abraço terno&lt;br /&gt;e confessou num&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;murmúrio&lt;br /&gt;envergonhado&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Há dias&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;em que até um destino&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;chora&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;por se sentir&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;tão traído.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113278891018285490?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113278891018285490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113278891018285490' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113278891018285490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113278891018285490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/11/traio.html' title='Traição'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113265427973547189</id><published>2005-11-22T10:10:00.000Z</published><updated>2005-11-22T10:11:20.196Z</updated><title type='text'>Solsaio ou vice versa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;Um dia um homem foi passear para o jardim. O jardim era muito bonito, mas o homem às tantas ficou com sono e adormeceu. Quando acordou sentiu uma nuvem na cabeça e pensou Que estranho, sinto uma nuvem na cabeça! Mas não ligou muito. Levantou-se e continuou a passear pelo jardim. Foi andando, andando, andando, até que às tantas começou a reparar que as outras pessoas que também andavam a passear no jardim olhavam para ele duma forma estranha. Olhavam de soslaio mas o homem não sabia. Ora esta pensou o homem o que é que se estará a passar? Foi então que ouviu um menino dizer mamã mamã aquele senhor tem uma nuvem na cabeça mamã mamã também quero uma nuvem na minha cabeça. A mamã do menino não achou bem e disse que vergonha meu filho não podes querer uma coisa tão feia. O senhor ficou muito envergonhado e resolveu ir comprar um chapéu para tapar a nuvem. Vou comprar um chapéu para tapar esta nuvem resolveu o homem. Foi a uma chapelaria e disse à menina que estava ao balcão quero comprar um chapéu. Percebo disse a menina a olhar para ele também de soslaio. E mostrou-lhe um chapéu muito bonito. Que chapéu tão bonito disse o homem vou levá-lo. E saiu todo contente com o chapéu em cima da nuvem em cima da cabeça mas de repente percebeu que estava com muita fome e por isso foi a um café e pediu uma pata de veado e uma bica se faz favor. O empregado olhou para ele de soslaio e ainda por cima não havia patas de veado. O homem ficou triste e resolveu ir ao médico tratar do problema da cabeça. Vou ao médico pensou o homem e foi. Quando o viu o médico disse olhe o senhor tem uma nuvem na cabeça. O homem disse eu sei senhor doutor isto tem-me dado imensos problemas. O médico olhou para ele de soslaio e disse olhe nunca vi nada assim mas vou-lhe receitar umas vitaminas e pode ser que isso passe. E receitou-lhe umas vitaminas. O homem comprou as vitaminas e foi para casa. Olha tens uma nuvem de chapéu na cabeça disse a mulher do homem. Eu sei mulher disse o homem isto tem-me dado imensos problemas mas já fui ao médico e ele receitou-me estas vitaminas. A mulher olhou de soslaio para as vitaminas e disse que bom. Depois foi fazer o jantar. O homem não gostava de fazer o jantar por isso foi ver televisão. A nuvem não gostava de ver televisão por isso foi-se embora. Com as vitaminas, que era afinal o que ela queria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;Conclusão: as vitaminas desempenham um papel fundamental no olhar de soslaio da mulher do homem com uma nuvem na cabeça e o pobre chapéu acaba por ficar sozinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113265427973547189?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113265427973547189/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113265427973547189' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113265427973547189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113265427973547189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/11/solsaio-ou-vice-versa.html' title='Solsaio ou vice versa'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113252374883462714</id><published>2005-11-20T21:53:00.000Z</published><updated>2005-11-20T21:55:48.853Z</updated><title type='text'>cor-de-rosa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255);"&gt;O meu quarto é cor-de-rosa. Nem sequer gosto muito de cor-de-rosa, mas isso não interessa nem faz mal nenhum. Apesar de tudo é um bom quarto, sem qualquer dúvida que atacar me possa. Não me chateia muito, é calado, calmo e sossegado, e a prova é que nunca falou comigo nem nunca saiu dali, sempre quietinho ao fundo do corredor. Deram-me este quarto há tanto tempo que já não me lembro. Sempre o conheci assim, com manhas e recantos, por isso habituei-me a pensar que nasceu comigo, embora seja cor-de-rosa. Bem, uma pessoa às vezes engana-se, acho eu. Quer dizer, nunca pensei que o meu quarto me viesse a dar problemas, é só isso. Já disse que ele tem manhas, claro, mas essas não me preocupam  porque são iguais a todas as manhas de todos os quartos cor-de-rosa, e uma pessoa habitua-se. Só para dar um exemplo a quem não conhece quartos cor-de-rosa é assim: todos os quartos cor-de rosa têm a mania que são os mais giros, por isso gostam de se enfeitar com rendas, cortinas bordadas, colchas de seda (também cor-de-rosa), lacinhos e laçarotes e outras coisas assim; preferem usar perfumes doces e quentes, músicas de balançar, e flores pálidas e delicadas. São vaidosos, é o que é, e gostam de ser admirados, bajulados e mimados. Às vezes é difícil sair dum quarto cor-de-rosa por causa disso: mal se põe um pé fora da porta, percebe-se logo que o quarto cor-de-rosa se começa a queixar da luz muito forte, ou da luz muito fraca, ou do frio, ou do calor, ou do pó, ou de qualquer outra coisa, e então é preciso voltar atrás e recompor tudo segundo a vontade que ele mostra no momento. E isto pode acontecer trinta vezes seguidas. Quer dizer: se a luz está muito forte e nós fechamos um pedacinho as cortinas, quando vamos a sair outra vez percebemos logo que agora a luz está muito fraca e temos que voltar atrás e abri-las um pedacinho mais, e depois percebemos que a luz está outra vez muito forte e voltamos atrás e fechamos outra vez as cortinas um pedacinho mais, e assim até a luz ficar bem. Mas não acaba aqui. Quando a luz já está bem, é a almofada cor-de - rosa que o está a incomodar: e lá voltamos atrás outra vez, e rodamos a almofada um bocadinho mais para a direita, depois um bocadinho mais para a esquerda, depois outra vez um bocadinho mais para a direita, assim. Às vezes são mesmo trinta vezes, sem exagero nenhum. E isto é só um exemplo, como já disse. Outro exemplo é que não se pode falar alto num quarto cor-de-rosa porque lhe faz dores de cabeça. Todos os quartos cor-de-rosa sofrem de enxaquecas, coitados, ou então se não sofrem fingem que sim, mas acaba por dar no mesmo porque ficam com mau aspecto. Se se falar alto, é o que eu quero dizer. Também sofrem de insónias, mas isso é mais no inverno e resolve-se depressa se lhes contarmos uma história. Há coisas piores, mas pronto. Na verdade nem é assim tão mau, embora possa parecer a quem não conheça as manhas dos quartos cor-de-rosa. São realmente um bocado temperamentais, mas uma pessoa habitua-se e acaba por perceber que até são simpáticos, embora amuem se não lhes fizermos as vontades. Bem, os quartos cor-de-rosa sempre foram assim e é assim que o meu quarto era. Acho que perceberam isto. Mas ontem o meu quarto mudou. Não mudou de sítio, mas mudou tanto que já não o conheço e não sei o que é que hei-de fazer. Só porque lhe abri a janela-que-dá-para-o-jardim-que-tem-o-lago-virado-ao-sol, começou a rir, a rir, a rir, a rir, e até agora ainda não se calou. Será que a janela estava estragada?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113252374883462714?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113252374883462714/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113252374883462714' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113252374883462714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113252374883462714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/11/cor-de-rosa.html' title='cor-de-rosa'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113235129479055891</id><published>2005-11-18T21:54:00.000Z</published><updated>2005-11-18T22:01:34.823Z</updated><title type='text'>A VERDADEIRA E TRISTE HISTÓRIA DO CONDE ALBUHAN DE ALBAHAH, SENHOR DE AN COLIDID, E DOS SEUS AMORES PELA PRINCESA INDRA AL A BIT, FILHA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Casablanca; font-variant: small-caps;"&gt;do grande Rei Atchim Oc Pena e da Rainha Semnome, que foi presa pela Fada dos encantos perdidos no Castelo da Pata dos ovos estrelados onde o Senhor Han Palassad, sapateiro do Reino de O Liv Al Penedo (onde todos moram) costuma ir passear no seu cavalinho das pernas tortas para apanhar as amoras que crescem à beira do lago das águas tranquilas onde vive o peixe azul com asas de borboleta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-variant: small-caps;"&gt;História&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O conde apaixonou-se pela princesa e morreu de amor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-variant: small-caps;"&gt;Moral da história - primeira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;É preciso ter muita lata.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-variant: small-caps;"&gt;Moral da história - segunda&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;As pessoas nem sempre são aquilo que parecem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;br /&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-variant: small-caps;"&gt;Moral da história.- terça&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;As pessoas nem sempre parecem aquilo que são.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-variant: small-caps;"&gt;Conclusão das morais&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;É preciso ser muito profundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-variant: small-caps;"&gt;Explicação da Moral da História - primeira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Ninguém foi ao funeral com a desculpa de que as flores são muito caras, mas a verdade é que a Fada não gostava do conde. O hipopótamo, que só por acaso é que não entra nesta história, foi o único que se dignou chorar. Duas lágrimas de crocodilo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-variant: small-caps;"&gt;Explicação da Moral da História - segunda&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;O sapateiro Han Palassad sofre de bicos de papagaio porque o seu cavalinho das pernas tortas é coxo e o peixe azul com asas de borboleta só aparece nos sonhos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-variant: small-caps;"&gt;Explicação da Moral da História -&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;terça&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A pata dos ovos estrelados não põe ovos estrelados. Nem sequer põe ovos. E mesmo que pusesse ovos estrelados não ia servir de nada porque a Rainha Semnome é afinal a Fada dos encantos perdidos. O que também é mentira porque nunca teve encantos. A fada-rainha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-variant: small-caps;"&gt;Explicação da conclusão das morais&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Se o grande Rei Atshim Oc Pena não fosse tão sensato, o sapateiro comia-lhe as amoras todas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: trebuchet ms;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Casablanca; font-variant: small-caps;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113235129479055891?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113235129479055891/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113235129479055891' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113235129479055891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113235129479055891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/11/verdadeira-e-triste-histria-do-conde.html' title='A VERDADEIRA E TRISTE HISTÓRIA DO CONDE ALBUHAN DE ALBAHAH, SENHOR DE AN COLIDID, E DOS SEUS AMORES PELA PRINCESA INDRA AL A BIT, FILHA'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113156398600612700</id><published>2005-11-09T19:18:00.000Z</published><updated>2005-11-09T19:19:46.006Z</updated><title type='text'>Esta coisa desapareceu!</title><content type='html'>Não vejo o blog mas consigo editar... é fabuloso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113156398600612700?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113156398600612700/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113156398600612700' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113156398600612700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113156398600612700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/11/esta-coisa-desapareceu.html' title='Esta coisa desapareceu!'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113144213561210231</id><published>2005-11-08T09:23:00.000Z</published><updated>2005-11-08T09:30:32.746Z</updated><title type='text'>Avestruz</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Era uma vez uma avestruz. As avestruzes são bichos prudentes porque enterram a cabeça na areia mal sentem o perigo aproximar-se. Ninguém percebe como é que as avestruzes não morrem asfixiadas quando enterram a cabeça na areia, mas a vida é mesmo um mistério e este é um dos mistérios da vida. Ou talvez não. Se calhar é só falta de informação, mas como as avestruzes não falam continua a ser um mistério. Às tantas as avestruzes nem sequer precisam de respirar. Ora esta avestruz não era prudente, coitada, mas de resto levava uma vida normal. Talvez se possa pensar que não era prudente porque tinha medo da areia ou sofria de claustrofobia ou apenas porque respirava, mas neste caso não adianta nada pensar porque também não se sabe. O que se sabe é que um dia andava esta avestruz a passear no jardim quando sentiu o perigo aproximar-se. Vai não vai, ainda se lembrou de esconder a cabeça debaixo da asa, mas a asa recusou-se a servir de tapador e antes que a avestruz pensasse mais já o perigo estava ao pé dela. "Avestruz" disse o perigo "estás tramada!". "Porquê?" perguntou a avestruz. "Porque eu sou um perigo", disse o perigo. "E qual é o teu problema?" perguntou a avestruz. Esta avestruz além de não ser prudente era um bocado filósofa. "Não tenho problema nenhum" disse o perigo. "Sou um perigo muito bom, acabadinho de sair da escola superior de formação de perigos". "Oh!", disse a avestruz, "um perigo diplomado! Que bom, que bom!" e começou a bater palmas. Claro que não eram palmas porque as avestruzes não têm mãos, mas o perigo percebeu e ficou muito contente. "É uma pena ter que te tramar porque és muito simpática" disse o perigo à avestruz. "E tu és um perigo muito bonito" disse a avestruz ao perigo. E puseram-se a falar do tempo e dos mistérios da vida, até que o perigo teve mesmo que tramar a avestruz e casou com ela. Tiveram muitos filhotes e viveram felizes para sempre. Desde então todos os perigos tentam casar com as avestruzes, mas nunca mais resultou porque as avestruzes não gostam de perigos e teimam em enterrar a cabeça na areia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Prova dos nove: não se conhecem avestruzes que não sejam perigosas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:11;"  &gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;Moral da prova dos nove: quem não tem asa quer casa, ou qualquer coisa assim.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113144213561210231?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113144213561210231/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113144213561210231' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113144213561210231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113144213561210231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/11/avestruz.html' title='Avestruz'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113135609571657875</id><published>2005-11-07T09:34:00.000Z</published><updated>2005-11-07T09:39:18.406Z</updated><title type='text'>Bom dia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Acordou leve e bem disposto, como há muito tempo não se sentia. Depois dos imprescindíveis matinais, poliu vigorosamente a já reluzente careca e saiu, composto e sorridente, disposto a acolher a sorte que lhe ia encher o dia. Mas ao contrário de todas as intuições nocturnas, em vez de encontrar a sorte perdeu o norte logo ao virar da primeira esquina. Lembrou-se então que quem perde o norte perde a sorte, e assim aconteceu. Deu mais três passos e sentiu acabar-se o chão. Viu-se a voar sem saber como, ou quase sem saber como, porque havia velhinha. A velhinha baixou-se, apanhou-o e murmurou consolada: Que sorte, encontrei um alfinete! E espetou-o na lapela.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113135609571657875?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113135609571657875/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113135609571657875' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113135609571657875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113135609571657875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/11/bom-dia.html' title='Bom dia'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113118223463327102</id><published>2005-11-05T08:15:00.000Z</published><updated>2005-11-05T09:19:01.056Z</updated><title type='text'>O Sr. Assunção</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Teve mesmo azar, o Sr. Assunção. Para quem não conhece, o Sr. Assunção foi o homem mais simpático e mais prestável que algum dia passou por estas bandas. Viveu aqui muitos anos, e nunca ninguém conseguiu arranjar a menor queixa para lhe apontar, por muito que se esforçasse. É que o Sr. Assunção não existe. Quer dizer, era um homem como não há outro, dedicado a toda a gente. Bastava imaginar que alguém tinha um problema, e logo o Sr. Assunção aparecia com a solução para o caso. Às vezes nem a própria pessoa sabia que tinha o problema e já o Sr. Assunção lhe trazia a cura para o mal, porque ao Sr. Assunção nada escapava. Por exemplo, se numa festa um cavalheiro se apresentasse descomposto com um cabelo na lapela do casaco, antes que alguém visse já o Sr. Assunção tinha delicadamente tirado o cabelo e endireitado a lapela. Ou se durante um jantar uma senhora se estivesse a engasgar, o Sr. Assunção, com todo o cuidado e depois de pedir licença, dava-lhe as três palmadinhas nas costas e a senhora já não chegava a tossir. Era assim, o Sr. Assunção. Um dia, saiu vestido de luto logo de manhãzinha e perguntaram-lhe Quem morreu, Sr. Assunção? e ele disse Foi o Zé Bento Careca, e toda a gente se riu porque o Zé Bento Careca estava ali mesmo em frente muito vivo. Mas o Zé Bento Careca não riu e morreu, e realmente viu-se logo que o Sr. Assunção era o único que estava preparado para o funeral. Estava sempre pronto a ajudar, o Sr. Assunção, por isso a culpa não foi dele. A culpa foi do pobre Octávio, o próprio, que não se conseguiu calar. Já devia saber como era o Sr. Assunção, mas pelos vistos nunca tinha reparado ou então fez de propósito. Seja como for, o pobre Octávio é que fez mal. Quando o Sr. Assunção lhe perguntou Como vai Sr. Octávio?, o próprio Octávio devia ter dito apenas Bem Obrigado e o Sr?. Mas não. Não disse que estava bem, e queixou-se do mal com requintes de precisão: Esta noite não preguei olho. O Sr. Assunção pregou-lho, não merecia ser preso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113118223463327102?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113118223463327102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113118223463327102' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113118223463327102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113118223463327102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/11/o-sr-assuno.html' title='O Sr. Assunção'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113110751233024058</id><published>2005-11-04T12:29:00.000Z</published><updated>2005-11-04T12:59:29.706Z</updated><title type='text'>A galinha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Durante semanas Aníbal tratou-a com todo o esmero e cuidado seguindo à linha as instruções publicadas no guia do apicultor, mas a galinha, bem instalada na sua gaiola vermelha pendurada na varanda, teimava em não cantar. Já a galinha da D. Rosa do 9º A cantava muito bem mesmo sem saber ler. E era gorda e punha ovos escalfados logo de manhãzinha, antes de vir o leiteiro. Foi por isso que tudo começou, como uma bolachinha de inveja quente e estaladiça, apetitosa. A inveja rói-se enquanto dura mas depois faz a pessoa roer-se e Aníbal, coitado, viu-se de repente atacado de pensamentos perversos: “A galinha da vizinha tem mais penas do que a minha; a galinha da vizinha canta melhor do que a minha; a vizinha da galinha tem uma televisão melhor do que a minha; a gaiola da vizinha tem uma galinha maior do que a minha; a vizinha da galinha na sua gaiolinha é… a galinha… a vizinha…” e por aí adiante, coitado. Não admira pois que o pobre Aníbal se começasse a roer. Como qualquer um, aliás. De início roeu só as unhas, mas as unhas depressa se acabaram e um dia teve que roer um dedo. Roeu o mindinho esquerdo e não lhe soube mal de todo, embora fosse um bocado adocicado. Nessa noite comeu três malaguetas e o indicador soube-lhe muito melhor. Um a um, Aníbal roeu todos os dedos, depois a mão, depois os outros dedos e a outra mão e um braço e outro braço. Foi mais difícil roer as pernas porque tinha que se dobrar muito, o que lhe causava dores nas costas. Mas roeu as costas e o problema passou. Roeu-se todinho a pouco e pouco, com entusiasmo e dedicação, até que lhe ficaram só os olhos e os dentes. Também roeu a vizinha, mas foi a Dª Alice do 6º C. Um dia, era Aníbal já só olhinhos e dentes, sentou-se calmamente na varanda a tomar banho de sol. Em má hora o fez porque a galinha, que era míope, confundiu os olhinhos com grãos de milho e comeu-os um a um até ficar de papo cheio. Depois cantou. Muito melhor que a galinha da vizinha. Aníbal ferrou-lhe os dentes.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113110751233024058?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113110751233024058/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113110751233024058' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113110751233024058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113110751233024058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/11/galinha.html' title='A galinha'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113101025495758967</id><published>2005-11-03T09:29:00.000Z</published><updated>2005-11-03T09:33:14.923Z</updated><title type='text'>Indela</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;Cinco séculos depois da Batalha de Alcácer Quibir Indela continua à espera de D. Sebastião, o príncipe mais encantado que a memória carrega. Tão encantado que rei já era antes de desaparecer nem a lenda sabe como, e tão príncipe que rei continuará a ser no dia em que ressurgir da história e do nevoeiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas Indela não sabe tudo. Não sabe que em outras terras o rei se deixou encantar por uma menina descalça, de longos cabelos negros e olhos grandes de tanto sonhar. Não sabe como ele largou as armas e abandonou a guerra, sem cavalo, e andou três dias à procura da única flor que perfumava o deserto. Nem sabe o deserto em que se viu el rei quando perdeu de vista a menina de longos cabelos e pés de certezas. Ou como ele se sentiu quando ao longe reavistou a menina que recebeu a flor já murcha e a fez reviver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Indela não sabe que o rei se descalçou e despiu a majestade para continuar a ser rei. Não sabe que dos recantos da alma lhe brotaram os cantos de um mundo que seduziu a menina. Não sabe as palavras que trocaram em linguagem de olhares, nem os gestos que inventaram e os caminhos que rasgaram para vestir o amor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;Indela não sabe que el rei não quer voltar da terra dos sonhos, onde todos os ventos se juntam e tecem mantos de nevoeiro para proteger os amantes. Indela não sabe tudo e por isso continua a espera. Um dia o rei não voltará.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113101025495758967?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113101025495758967/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113101025495758967' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113101025495758967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113101025495758967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/11/indela.html' title='Indela'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113097189395109840</id><published>2005-11-02T22:50:00.000Z</published><updated>2005-11-02T22:51:33.956Z</updated><title type='text'>Risco</title><content type='html'>Diz a ostra para a pérola: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O grande risco de saires da casca é poderes encontrar coisas bonitas&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113097189395109840?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113097189395109840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113097189395109840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113097189395109840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113097189395109840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/11/risco.html' title='Risco'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113083798263629791</id><published>2005-11-01T09:36:00.000Z</published><updated>2005-11-01T09:39:42.643Z</updated><title type='text'>O Tal Bar</title><content type='html'>Foi num bar&lt;br /&gt;  Na tua rua&lt;br /&gt;  Estavas de copo na mão&lt;br /&gt;  Olhei p´ra ti&lt;br /&gt;  Quase nua&lt;br /&gt;  A dançar junto ao balcão&lt;br /&gt;  No teu corpo insinuante&lt;br /&gt;  A tatuagem se via&lt;br /&gt;  Tua boca provocante&lt;br /&gt;  Convidavas&lt;br /&gt;  Eu sabia&lt;br /&gt;  Saímos,&lt;br /&gt;  Deste-me a mão…&lt;br /&gt;  Sem o meu nome saber&lt;br /&gt;  Pensei que era uma visão&lt;br /&gt; Afinal estava a viver&lt;br /&gt;  As estrelas&lt;br /&gt;          Cintilaram&lt;br /&gt;  Pedaços do céu caíram&lt;br /&gt;  Nossas vidas se cruzaram&lt;br /&gt;  Nossos corpos&lt;br /&gt;          Se fundiram&lt;br /&gt;  Acordei&lt;br /&gt;  Estava a sonhar&lt;br /&gt;  O tal bar&lt;br /&gt;  Não existia&lt;br /&gt;  Destroçado&lt;br /&gt;  A vaguear&lt;br /&gt;          Só o teu corpo sentia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Dez/02&lt;br /&gt;                                                                                                                Leandro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Porque há coisas que merecem sair da gaveta. )&lt;br /&gt;Obrigada, Mansoa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113083798263629791?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113083798263629791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113083798263629791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113083798263629791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113083798263629791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/11/o-tal-bar.html' title='O Tal Bar'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113076879764361786</id><published>2005-10-31T14:25:00.000Z</published><updated>2005-10-31T14:26:37.650Z</updated><title type='text'>O tesouro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um homem andou trinta anos no fundo do mar, sempre sozinho, até que conseguiu reunir um tesouro enorme e espantoso como nunca ninguém viu em sítio algum. Havia estrelas do mar com espuma incrustada, peles de sereia bordadas com algas de muitas cores, pérolas de sorriso doce, búzios de sons de ventos do outro lado do mundo, corais acordados, e outras coisas tão mágicas que nem sequer têm nome. O homem sabia que tinha o tesouro maior e mais rico de todos os tesouros que havia, e por isso, sensatamente, pensou: Vou ter que guardar muito bem o meu tesouro, não vão aparecer ladrões e querer levá-lo. E vou ter que o esconder realmente bem escondido, porque se as pessoas sabem que tenho um tesouro assim, hoje uma amanhã outra, começam a pedir coisas e lá se vai a minha fortuna. E decidiu construir um castelo para guardar o tesouro. Fez um castelo enorme, todo de pedra, com paredes tão altas que o fim não se via do chão e tão grossas que um minuto demorava três horas para atravessar. O castelo tinha só uma porta, muito pequenina e muito grossa, feita da madeira mais dura que o homem conseguiu encontrar. Com medo que a tranca de ferro não fosse suficiente para impedir a entrada dos ladrões, o homem fez um fosso à volta do castelo e encheu-o com água e crocodilos, e só então se sentiu sossegado e saiu para passear e visitar velhos conhecidos. Bebeu cerveja em casa de um, comeu pão doce em casa de outro, e contou todas as histórias que tinha para contar a toda a gente que quis ouvir. Depois, quando a noite estava quase a despedir-se para recolher ao sítio onde costuma descansar, voltou para o castelo do tesouro e viu uma estrela do céu sentada no sofá. Ficou todo contente por se ter esquecido de fazer o telhado.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113076879764361786?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113076879764361786/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113076879764361786' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113076879764361786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113076879764361786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/10/o-tesouro.html' title='O tesouro'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113075442836883493</id><published>2005-10-31T10:25:00.000Z</published><updated>2005-10-31T10:28:21.280Z</updated><title type='text'>Folhas Brancas de Outono</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É no espairecer da tarde, naquele lusco-fusco entremeado de nuvens em que observo um improvável por do sol que, por vezes, fico sem a certeza de pertencer ainda a este mundo.&lt;br /&gt;Entre dois cigarros tento fazer o balanço de um dia e invariavelmente fico com a sensação de ter algo por acabar, de ter esquecido qualquer coisa que a seu tempo há-de revelar a sua importância. Olho em volta abarcando a praia agora cinza pintalgada de seres que passeiam de mão dada beijando-se ocasionalmente num rasgo de juventude ainda fértil em ideias de vida e projectos de felicidade e penso nos seus futuros. Quantos deles hão-de passar a vida a fazer o que gostam de fazer, quantos deles hão-de ter a hipótese de construir a vida à sua medida? Quantos de outros hão-de sobreviver em trabalhos que lhes foram destinados simplesmente por troca de um ordenado? Quantos vão ser eternamente enamorados e quantos hão-de passar a cumprir o dever matrimonial? Quantos ainda hão-de manter-se fiéis aos seus e a si e quantos hão-de ultrajar o seu ser ou serem ultrajados na sua alma?&lt;br /&gt;Desço à terra para observar a folha em branco deitada na mesa mesmo ao lado do círculo molhado feito pelo último copo.&lt;br /&gt;Peço outro, acendo um cigarro, pego na caneta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no espairecer da tarde, naquele lusco-fusco entremeado de nuvens em que observo um improvável por do sol que, por vezes, fico sem a certeza de pertencer ainda a este mundo, escrevo. E a seguir, nada.&lt;br /&gt;Dantes desenhava em vez de escrever. Desenhava em tudo o que aparecesse, papéis, guardanapos, toalhetes, carteiras de fósforos, desenhos simples na sua confusão e sempre a preto e branco, como a praia que agora vejo à minha frente. Ultimamente, nem por isso.&lt;br /&gt;Falta-me a mão para o desenho, a paciência para a escrita, a alma para pensar. Tenho desenvolvido a arte de entregar folhas brancas por capítulos. Sempre como se tivesse esquecido algo importante.&lt;br /&gt;Há qualquer coisa no fim do dia que me faz balançar entre o sentido do dever cumprido e a sensação de que não fiz absolutamente nada. Talvez seja aquele retorno a casa, aos meus, sem nada de novo para dizer.&lt;br /&gt;“Então, tudo bem? Como te correu o dia?”, perguntaremos uns aos outros. “Então? Foste feliz hoje?”, perguntaríamos se quiséssemos saber. “O que posso fazer para que fiques feliz agora?”, seria a pergunta última e, a partir daí trabalharíamos no assunto.&lt;br /&gt;No entanto, por minha parte, a resposta a tal pergunta seria extremamente difícil. É que, a olhar a praia agora cinza, não consigo pensar no que me falta para a felicidade. Não consigo sequer definir a felicidade que tenho ou não, não sei.&lt;br /&gt;Os seres de mão dada vêm já para cima que o amor que sentem não chega ainda para os proteger do frio que começa a fazer-se sentir.&lt;br /&gt;Olho para a folha em branco uma vez mais. Arquivo-a junto com todas as outras.&lt;br /&gt;Tanto a dizer, tanto a pensar, nada a escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou para casa, para o quente da minha casa, para o quente das mãos que lá me esperam.&lt;br /&gt;A felicidade deve ser uma coisa muito parecida com isso.&lt;br /&gt;A folha amanhã deverá ser outra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113075442836883493?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113075442836883493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113075442836883493' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113075442836883493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113075442836883493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/10/folhas-brancas-de-outono.html' title='Folhas Brancas de Outono'/><author><name>CJT</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://img200.imageshack.us/img200/491/logoadvertencia9fz.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113065992665104299</id><published>2005-10-30T09:10:00.000Z</published><updated>2005-10-30T09:12:06.956Z</updated><title type='text'>Pinguim</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Um dia o pinguim foi até à beira da água e chamou Tartaruga Tartaruga. E a tartaruga apareceu cansada de ser tão velha porque as tartarugas vivem muitos anos e quase sempre dentro de água. Olha tartaruga disse o pinguim tenho uma nódoa no fato. Os pinguins usam sempre fatos de cerimónia não se percebe bem porquê mas a verdade é que é muito difícil imaginar um pinguim vestido de carpinteiro. A não ser que o carpinteiro esteja vestido para ir a uma cerimónia. É sempre assim. E agora o que é que eu faço perguntou o pinguim à tartaruga porque nisto as tartarugas são boas. Sabem muita coisa porque vivem muitos anos e quase sempre dentro de água. Já sei que já tinha dito isto mas gosto de figuras de estilo. Também sei que isto não é uma figura de estilo. A tartaruga disse olha pinguim não sei. Nem sequer conheço o estilo para saber se tem figura. Isto deve ser só figura. Aqui sou eu a falar não é a tartaruga. Que maçada disse o pinguim logo no meu melhor fato. Logo no meu único fato queixou-se o pinguim. Olha disse a tartaruga não te preocupes. É uma nódoa de quê perguntou depois. De quê perguntou o pinguim meio arreliado. É uma nódoa uma boa nódoa e não sei mais nada disse ele. A tartaruga não percebeu porque as tartarugas pensam de maneira muito diferente dos pinguins. É uma nódoa como tu e como eu disse o pinguim ou tu és uma tartaruga de quê perguntou-lhe. Não disse a tartaruga eu sou só tartaruga mais nada. Pois disse o pinguim. Eu também sou só pinguim e a nódoa também é só nódoa mais nada. Aqui é um parêntesis para dizer que também foi o pinguim que disse isto. Afinal não era preciso eu dizer que foi o pinguim porque se vê logo pela maneira como a frase começa. A outra pois. A frase. Então não há nada a fazer disse a tartaruga. Acho que foi isto que ela disse mas não garanto. Parece que não sou precisa nesta história. Estória. A minha avó só me ensinou as receitas para nódoas de qualquer coisa não me disse nada sobre nódoas sem mais nada disse a tartaruga e foi-se embora. Para dentro de água que é onde as tartarugas passam a maior parte dos muitos anos que vivem. Ainda não acabou agora é que interessa. Então o pinguim disse à nódoa Nódoa gosto muito de ti mas por favor vai-te embora. As nódoas não falam. E a nódoa foi mesmo embora porque o pinguim gostava muito dela. É estranho não é porque é que as tartarugas vivem mais tempo que os pinguins. Pergunto eu.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113065992665104299?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113065992665104299/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113065992665104299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113065992665104299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113065992665104299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/10/pinguim.html' title='Pinguim'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113054076700668155</id><published>2005-10-29T00:02:00.000+01:00</published><updated>2005-10-29T00:48:51.000+01:00</updated><title type='text'>Paixão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheceram-se por acaso no pub mais frequentado do bairro. Ele a sorver o pouco de whisky puro que ainda havia no copo, ela a saborear calma e delicadamente o que restava da tosta mista com muita manteiga. Uma troca de olhares - o dele sedutor e seguro, o dela carregado de promessas e mistérios - e a paixão inflamou-os, intensa e incontida. Juntos inventaram outras formas de fazer amor, só deles, e encheram a noite de todos os sonhos possíveis. De manhã ela partiu sem sequer dizer adeus. As moscas são mesmo assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113054076700668155?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113054076700668155/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113054076700668155' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113054076700668155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113054076700668155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/10/paixo.html' title='Paixão'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113054029473157923</id><published>2005-10-28T23:51:00.000+01:00</published><updated>2005-10-29T00:48:28.023+01:00</updated><title type='text'>Problema</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Andou três anos a planear o assalto perfeito à joalharia da esquina. Foi um sucesso. Chegou a casa com material bastante para comprar um iate e fazer um cruzeiro de luxo durante o resto da vida. Um sonho, é claro. O problema foi a polícia bater-lhe à porta meia hora depois. Tinha deixado uma expressão digital perdida no trajecto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113054029473157923?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113054029473157923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113054029473157923' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113054029473157923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113054029473157923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/10/problema.html' title='Problema'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18358049.post-113042983875495313</id><published>2005-10-27T16:30:00.000+01:00</published><updated>2005-10-27T18:00:19.686+01:00</updated><title type='text'>Coisas Assim</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Vendem-se sonhos&lt;/span&gt;, anunciava o letreiro pintado à mão pendurado na porta verde entreaberta. Empurrei a porta, que rangeu nos gonzos e fez soar uma campainha rouca de tanto anunciar entradas. Lá dentro havia uma fila de oito pessoas. Dois homens carecas, um quarentão o outro nem tanto, três mulheres muito pintadas na casa dos trinta ou assim, um velhote cabeludo de barbicha e um par de jovens adultos de sucesso e casaco aos quadrados. Senti que destoava, mas isso é coisa que há muito me habituei, portanto respirei fundo e olhei – primeiro para os meus sapatos depois para trás. Na parede, por cima da mesa de madeira polida com uma caixa de impressos, mais um letreiro na mesma letra rebuscada: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Obrigatório o preenchimento do questionário&lt;/span&gt;. Abeirei-me da mesa e peguei num impresso. Idade 25. Sexo feminino. Costuma ter dificuldade em sonhar? Não. Já alguma vez utilizou os nossos serviços? Não. Passe directamente ao item 7, s.f.f.. Li o item 5. Sentiu-se satisfeito com os nossos serviços? Não respondi. Depois o 6. Qual ou quais o(s) tema(s) do(s) sonho(s) anteriores? Deixei em branco. Pretende sonhar a preto e branco ou a cores? A preto e branco. Passe directamente ao item 9B, s.f.f.. Li o 9A. Qual o tema que pretende sonhar? (Assinale apenas uma opção, s.f.f.). Da lista constava sexo, odontologia, fantasia, romance (subdividido em com final feliz com final infeliz e sem final), arquitectura, suspense, fábula, viagem (subdividida em aérea – de avião de balão – marítima – submarino jangada veleiro iate – terrestre – todo o terreno tractor comboio), metereologia, gastronomia, ficção científica, outros (indique só um tema, s.f.f.). Passei ao item 9B. Qual o tema que pretende sonhar? (Assinale apenas uma opção, s.f.f.). A lista era diferente: sexo, xadrez, claustrofobia, economia, apendicite, outros (indique só um tema, s.f.f.). Foi aqui que as coisas começaram a correr mal. Escolhi outros. Nunca sonhei que voava, por isso escrevi VÔO no espacinho reservado à indicação do tema. A palavra desfez-se. Desfez-se pouco a pouco, até desaparecer por completo. Tentei de novo, a carregar com mais força na caneta: VÔO. A , mesma história, a tinta a sumir-se lentamente até desaparecer por completo e deixar o espaço em branco como se nunca eu tivesse escrito. Tentei mais seis vezes no espaço de poucos minutos e sempre o mesmo resultado. Mudei de tema: Panela levou mais tempo a sumir-se mas vi logo que não dava. Sapatos, baratas, relógio, vácuo, geometria, agricultura, verniz, ostras, surpresa, tudo se sumiu da mesma maneira. Desisti de vez e saí dali sem perceber. Estas coisas revoltam-me. Detesto questionários mal feitos e canetas que teimam em não escrever. Coisas temperamentais, dum modo geral. Mas consegui esquecer o assunto. Até hoje, pelo menos. Hoje chegou no correio uma factura de €100. Por sonhos prestados, tema vago, pesadelo profissional. Vou-me queixar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18358049-113042983875495313?l=contonto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contonto.blogspot.com/feeds/113042983875495313/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18358049&amp;postID=113042983875495313' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113042983875495313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18358049/posts/default/113042983875495313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contonto.blogspot.com/2005/10/coisas-assim.html' title='Coisas Assim'/><author><name>Lia C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02676808489763039757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
